Divulgação/ITUR
Cajas, parque nacional localizado a 45 minutos de Cuenca Divulgação/ITUR

Cuenca é tesouro arquitetônico do Equador que ainda espera ser redescoberto

Cuenca, cidade colonial localizada em um vale da serra sul do Equador, até parece uma obra de arte. Calçadas estreitas, ruas de paralelepípedos que contornam inúmeras praças e jardins, e casarões bem preservados. Até a Unesco se rendeu às bem desenhadas linhas da terceira maior cidade do país e declarou seu centro histórico, em 1999, um Patrimônio Cultural da Humanidade.

Capital da Província de Azuay, Cuenca está a 2.535 metros sobre o nível do mar e possui, aproximadamente, 400 mil habitantes. Ainda assim, mantém uma tranquilidade alheia ao movimento alucinado de destinos turísticos concorrentes como Guayaquil e Quito, capital do Equador. Basta dar uma volta pelo centro, durante o horário de almoço, para ver que nem os pequenos engarrafamentos que se formam em alguns pontos são capazes de atrapalhar o ritmo interiorano dessa cidade de características conservadoras e espírito cultural intenso.

Cuenca foi fundada pelos espanhóis, em 1557, sobre a cidade inca de Tomembamba que, por sua vez, foi erguida sobre Guapdondélic, outra urbe importante construída pelos cañaris, etnia indígena que já habitava a região do Cañar, desde 500 a.C., quando chegou a civilização pré-hispânica mais divulgada do setor andino do continente sul americano: os incas.
 
Em Cuenca, os famosos personagens dos Andes dividem a atenção não só com os cañaris, mas também com os espanhóis, conquistadores responsáveis pelos traços coloniais da cidade. E a fusão dessas três culturas deu origem a uma das cidades mais belas do país.
 
Os hotéis são, em sua maioria, modestos e estão localizados principalmente no centro histórico. A cultura andina é bem representada em Cuenca também na culinária. Quase tudo leva milho, considerado sagrado. Um dos pratos de destaque é o Mote Pillo, milho cozido com ovos e ervas. Sopas, tortillas, tamales e até bebidas também são preparados com esse ingrediente. Os amantes de carne podem provar a carne de cuy, porquinho-da-índia consumido em toda a Província de Azuay. 
 
Longe dos casarões coloniais do agitado centro histórico, o viajante tem a oportunidade de conhecer ainda mais a fundo a cultura equatoriana em povoados próximos a Cuenca como Gualaceo, Chordeleg e Sigsig. As viagens não ultrapassam 50 minutos para quem sai do terminal rodoviário de Cuenca, mas são capazes de levar o visitante a cidadezinhas que parecem ter parado no tempo. 

Guias e roteiros rápidos

Atrações em destaque

Fotos de quem já foi

Dicas de quem já foi

Cursos Online
UOL Cursos Online

Calendário de eventos

UOL Cursos Online

Todos os cursos