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Durante boa parte do ano, a cidade mantém uma temperatura constante de 14ºC Thinkstock

Hospitaleira, Bogotá combina ritmo urbano com clima de montanha

Uma das coisas que chamam a atenção, visualmente, ao chegar em Bogotá é o contraste entre os tijolos vermelhos predominantes nas construções e o verde das montanhas que cercam a capital. Também se destaca o fato de a cidade fundada em 1538 por espanhóis não ter tantos prédios altos, sendo possível admirar, de praticamente qualquer ponto, as cordilheiras em seu entorno. É um centro urbano, mas sua geografia o ajuda a parecer mais generoso que a maioria deles.

Acima 2640 metros do nível do mar, sendo a terceira capital mais alta do mundo, a cidade colombiana tem ruas movimentadas, região repleta de lojas, galerias e universidades, mas tem também bairros em meio a natureza, parques e morros.

O friozinho predomina: durante quase todo o ano a temperatura está na casa dos 14ºC. A gastronomia local ajuda a aquecer o corpo com caldos, cafés, chocolates, ensopados, pãezinhos, doce de leite, chás -- o de folha de coca é bom para amenizar o mal estar causado pela altitude -- e aguardente de anis, bebida muito popular na Colômbia.

La Candelaria é o centro histórico bogotano, lar de bibliotecas (a cidade, que já foi eleita Capital Mundial do Livro, tem muitas delas), museus como o do Ouro e o de Fernando Botero, bares, livrarias e prédios emblemáticos. É lá que estão a sede do governo e o Palácio da Justiça, localizados no entorno da Plaza de Bolívar, nomeada em homenagem ao líder dos movimentos de independência latinoamericanos. A presença de oficiais do exército nesta área parece refletir as tensões políticas de um país com alta desigualdade social, costumeiramente lembrado por episódios envolvendo o narcotráfico. No entanto, a imagem de cidade perigosa, hoje em dia, é exagerada. 

Conhecida pelo transporte público eficiente, com o sistema de ônibus articulados implementado no ano 2000, Bogotá passa, após quinze anos de TransMilênio, por nova fase, na qual os ônibus não estão dando conta de tanta gente, sendo discutidas reformas. Já a ciclovia -- a segunda maior da América Latina, tendo sido superada pelo Rio em 2014 -- é uma boa pedida não só para moradores, mas para viajantes.

Além do roteiro pela zona histórica e da subida a montanha de Monserrate, onde se pode ter uma bela visão da cidade do alto, regiões como Macarena, Zona Rosa e Chapinero são interessantes para quem visita Bogotá. A primeira é sede do Planetário e do Museu de Arte Moderna local, além de abrigar muitos bares e restaurantes; a segunda é uma área de compras; já a última tem vida noturna agitada. Ao norte, Usaquén sedia uma feira tradicional de comida e artes aos fins de semana, o Mercado de las Pulgas. Nos arredores, a 45 km da capital, a Catedral de Sal de Zipaquirá fica dentro de uma mina e atrai muita gente. 

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