Edson Ruiz/Footpress
Praia de São José é uma das mais escondidas de Itacaré Edson Ruiz/Footpress

Itacaré tem coqueiros, areia branca, muitos paraísos escondidos e uma refrescante brisa

Deu no "New York Times": Itacaré é um dos 53 lugares do mundo que valem a pena serem visitados no e já ficou em 41º lugar na lista dos pontos turísticos mais badalados. Mas o que torna este paraíso diferente dos outros quase mil quilômetros de praias que banham a Bahia? Para começar, a paisagem --cercada de água e mata atlântica-- lembra mais a de uma praia do litoral norte paulista ou do sul fluminense. Acrescente ao visual areia branca rodeada de coqueiros, sol em mais de 300 dias do ano, uma refrescante brisa que sopra do mar azul e, aí sim, o tempero e a hospitalidade que só a Bahia oferece. Pronto, você já tem meio caminho andado para entender o segredo do sucesso de Itacaré.

A outra metade você terá de descobrir com suas próprias pernas. E prepare-se, porque poucas das 16 deslumbrantes praias de Itacaré podem ser alcançadas antes de uma boa caminhada. O tempo de percurso nas trilhas varia de 15 minutos a uma hora de duração, e os passeios não são recomendados sem a ajuda de um guia experiente, que conheça bem a região.

Mas não se desespere, porque cada passo vale a pena e o sacrifício exigido é proporcional ao tamanho da recompensa. Prainha, por exemplo, que já foi eleita uma das dez praias mais bonitas do Brasil, exige 40 minutos de caminhada a partir da foz do rio Ribeirinha, que abastece a cidade. Para chegar ao Siriaco, são apenas 15 minutos a pé, mas a praia mesmo só existe durante a maré baixa. Na alta, a água encobre as pedras e a areia.

Quanto mais difícil o acesso, mais bela e deserta é a praia, mas isso não significa que Itacaré condena os preguiçosos ao mau gosto. Pelo contrário. As praias mais acessíveis, como Concha e Resende, não devem nada aos melhores balneários do país e ainda configuram-se em verdadeiras passarelas de gente bonita, sejam nativos, estrangeiros que se apaixonam pelo lugar e ali fixaram residência ou jovens de todas as tribos que passam temporada atrás de ondas e badalação.

Habitada inicialmente pelos índios Pataxós, Itacaré foi batizada pelos jesuítas no século 18 com o nome da igreja que ali ergueram e até hoje segue de pé: São Miguel da Barra do Rio de Contas. Elevada à categoria de município em 1732, só foi batizada Itacaré (pedra torta) em 1931. A exploração turística de Itacaré é recente, quando foi asfaltada a estrada Parque Ilhéus-Salvador (BA-001), em 1998. Até então, aquele era um recanto quase que exclusivo dos surfistas e de alguns poucos aventureiros.

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