Gabriel Carvalho/UOL
Barcos de pescadores marcam a paisagem da Praia de Mamoã, em Ilhéus, na Bahia Gabriel Carvalho/UOL

Praias, monumentos e literatura fazem de Ilhéus uma das cidades mais interessantes da Bahia

Quando redigiu as primeiras linhas do romance “Gabriela, Cravo e Canela”, no fim da década de 1950, o escritor Jorge Amado não imaginava que aquela personagem de beleza brejeira e habilidosa nas artes da sedução e da culinária se tornaria um dos principais ícones culturais da cidade de Ilhéus, que está localizada a 405 km de Salvador. Ao andar pelas ruas do pacato município margeado pelo mar e por uma vasta área de Mata Atlântica é possível ter noção do que foi a Ilhéus dos anos 1920, época tão bem narrada por Amado.
 
No centro da cidade, o comércio é pujante e as casas ainda guardam o luxo e a dimensão do que foi o período áureo da lavoura cacaueira, que sucumbiu com a praga da vassoura-de-bruxa no fim dos anos 1980.
 
Do período dos coronéis e da fartura, quando o cacau era tido como moeda de troca para grandes transações financeiras e a quantidade de terra e propriedades representava poder e sinal de riqueza, alguns símbolos foram resguardados e permanecem ativos até hoje. Um deles é o centenário Bar Vesúvio, que no romance pertencia ao turco Nacib, personagem que vive uma história de paixão com Gabriela. O outro é o Bataclan, famoso bordel, de propriedade da cafetina Maria Machadão, onde no passado os barões do cacau iam para se divertir ou afogar as mágoas e hoje é um restaurante que funciona de segunda a sábado para almoço, jantar e programações musicais e culturais.
 
A extravagância dos poderosos também é retratada na Rua Antonio Lavigne de Lemos, que permite o acesso entre as duas principais igrejas da cidade: a Catedral de São Sebastião e a Igreja de São Jorge, padroeiro. São várias dezenas de metros pavimentados com pedras de cobalto, pavimentação essa patrocinada pelo milionário Misael Tavares, que hoje dá nome a um palacete.
 
Prédios e monumentos históricos são atrações à parte. Alguns dos lugares que reúnem uma boa concentração de passeios desse tipo são as praças JJ Seabra e D. Eduardo, dentre outras. Os locais servem como endereço para diversos atrativos, como o Palácio Paranaguá, Bar Vesúvio, Igreja de São Jorge, Casa do Coronel Misael Tavares, dentre outros pontos turísticos da cidade.
 
Além da riqueza cultural, Ilhéus possui mais de uma dezena de praias em sua vasta costa litorânea de 84km. Em algumas praias do norte, o destaque fica por conta da privacidade e, no sul, a infraestrutura com a presença de cabanas que oferecem diversos serviços, além dos melhores e hotéis e pousadas, atrai muitos turistas.
 
A ponte Governador Lomanto Junior separa a parte histórica do lado mais moderno de Ilhéus. Na Praia do Pontal, já na parte sul da cidade, que dá acesso a Olivença, há diversos estabelecimentos voltados para a gastronomia, em especial pizzarias e churrascarias. A comida regional, com suas moquecas e frutos do mar, também estão presentes nos cardápios dos bares e restaurantes.
 

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