Cris Gutkoski/UOL
Pôr-do-sol acompanha a maré baixa no trapiche da vila de Encantadas, na Ilha do Mel Cris Gutkoski/UOL

Ilha do Mel, Reserva da Biosfera paranaense, marca por suas trilhas, praias e morros verdes

A Ilha do Mel, no litoral do Paraná, possui um status especial entre os destinos do ecoturismo. É uma Reserva da Biosfera, título reconhecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O conjunto de mar, morros, costões, manguezais, brejos litorâneos e restingas da mata atlântica convida a longas caminhadas, boa parte delas em trilhas bem sinalizadas. O único meio de transporte terrestre é a bicicleta. Não há cavalos puxando carroças. Automóveis, jardineiras? Nem pensar.

Dividida em duas unidades de conservação da natureza -- Estação Ecológica e Parque Estadual --, a Ilha do Mel é administrada pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que controla o acesso de turistas. A lotação máxima é de 5.000 pessoas, marca raramente atingida.

O controle e o cadastro dos visitantes são feitos no terminal de embarque de Pontal do Sul, um balneário de Pontal do Paraná, ou no terminal de embarque de Paranaguá, o município a que a ilha está vinculada. De lá os barcos partem para as vilas de Encantadas, ao sul, ou de Brasília, ao norte, que concentram a estrutura de pousadas, restaurantes, postos de saúde e de informações, com mapas.

São paisagens distintas, no tipo de movimentação da orla, nas praias e nas opções de lazer, que se complementam. Quem decide ficar em Encantadas, por exemplo, tem um trapiche imponente recortando o horizonte, a Gruta das Encantadas ao final da mais tranqüila das trilhas e o Mar de Fora, com uma confortável praça de alimentação, disponível para mergulho e surfe.

A opção por Brasília (ou Nova Brasília) traz a proximidade das principais construções históricas: o Farol das Conchas e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres. E também a diversidade das praias, sendo que as da Fortaleza, do Farol e Praia Grande contam com pousadas.

Para muitos, o charme do lugar, procurado especialmente nos feriadões, vem da rusticidade e da sensação de isolamento. A iluminação elétrica, antes a diesel, chegou em 1998 (ano de Copa do Mundo), por cabos submarinos. Como na vila de Jericoacoara, no Ceará, não há postes de iluminação pública, e é sempre uma aventura caminhar à noite, de lanterna na mão, por ruelas e pontezinhas. O breu esconde o verde luminoso da vegetação durante o dia. Com chuva, adiciona-se lama aos trajetos.

Os surfistas e a garotada de porte atlético, com saúde para trilhas morro acima, ajudam a caracterizar o público deste refúgio incluído na programação de festas de formaturas de estudantes, quando a vida noturna se agita com forró, reggae e rock (os decibéis são limitados a 70). Bares e restaurantes adotaram no cardápio o chamado 'prato surfe', com arroz, saladinha, batata frita, carne ou camarão.

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