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Pico da Macela (esq.) e cachoeiras são as principais atrações da cidade Montagem UOL

A bucólica Cunha é um convite ao descanso

Esqueça o trânsito, o barulho dos carros e o corre-corre do dia a dia. Sinta o cheiro da grama e durma em breu total, rodeado por um silêncio quebrado eventualmente por cigarras ou grilos. Assim funciona a bucólica Cunha, no Vale do Paraíba.

Observe, pelas pequenas estradas de terra, totens que indicam o caminho do ouro. Trata-se da antiga Estrada Real, caminho aberto pelos colonizadores no século 17 para a extração do minério no norte de Minas Gerais, posteriormente escoado no porto de Paraty (RJ).

No centro, ares de interior. Aposentados passam a tarde em prosa na praça principal, localizada entre o pequeno prédio da Prefeitura da Estância Climática de Cunha e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, construída em 1731.

Com altitude média de 1.100 metros, o clima do município oscila entre 15 e 25ºC, no verão, e -3 a 15ºC, no inverno. O verde, as colinas, a serra e as montanhas são cenários corriqueiros para os cerca de 25 mil habitantes, dos quais mais da metade vivem na zona rural.

Não deixe de conferir o artesanato local, conhecido nacionalmente pelas cerâmicas produzidas por artistas que vivem na cidade. Em algumas ocasiões do ano, vários ateliês fazem a abertura de seus fornos e permitem conhecer um pouco mais sobre o processo de fabricação.

Primordialmente campestre, o centro do município não é, de longe, o grande atrativo de Cunha. Por isso, procure se hospedar em uma das várias pousadas localizadas na zona rural da cidade. Celular? Nesta região não há sinal. Se você não consegue se desconectar do mundo, prepare-se, pois acesso à internet é raro.

Chama a atenção, aliás, o fato de que quase todos os estabelecimentos voltados ao turista em Cunha não sejam administrados por cunhenses. Na pousada, um paulistano. No restaurante, um carioca. No ateliê, um japonês. E na maioria deles o olho do patrão está lá, presente 24 horas ao dia. É ele, inclusive, que também serve o viajante. Deve ser por isso que em quase todo lugar reina a simpatia, o tratamento prima pela excelência e a atmosfera beira o clima familiar.

Os amantes do ecoturismo têm nos arredores do município opções como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, com cachoeiras e trilhas, localizado a 30 km de estrada asfaltada e outros 14 de estrada de terra. De acesso bem mais fácil, na zona rural é possível encontrar trilhas e cachoeiras, as mais famosas delas chamadas de Cachoeira do Pimenta e Cachoeira do Desterro.

Um passeio obrigatório para quem está na charmosa Cunha é subir à Pedra da Macela. Rodeada por muito verde, vales e floresta de Mata Atlântica, quem sobe até este cume de 1.850 metros de altitude tem uma visão privilegiada e estonteante. De cima, é possível avistar, em dias claros, as cidades de Angra dos Reis e Paraty, além do Pico do Frade, a Serra da Bocaina e a Serra da Mantiqueira, ao fundo. Para chegar ao local, é necessário percorrer quatro quilômetros por estrada de terra até a porteira da empresa Furnas. A partir daí não é permitida a passagem de carros e são mais dois quilômetros a pé, em terreno íngreme pavimentado. De posse de uma câmera fotográfica, boné, água, protetor solar e fôlego, siga adiante. A chegada é recompensadora, pode apostar.

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