No tema nobre do lazer, o bar é o mar dos mineiros, em especial dos moradores de Belo Horizonte, que inventaram o festival Comida di Buteco. A culinária de raiz ganha status, traz milhares de visitantes para a arte da convivência nas mesas e balcões dos botecos e conquista outras cidades do país. Os botecos sempre foram locais onde os visitantes podiam conhecer um pouco mais sobre os famosos queijos e cachaças de Minas. Em anos recentes, eles foram alçados a protagonistas do roteiro cultural e gastronômico da cidade.

A Praça da Liberdade também ganhou importância. No entorno das palmeiras imperiais e dos chafarizes que embelezam o concreto, ela reúne museus e centros culturais cujos acervos, com novas linguagens, iluminam biografias e épocas de fundamental importância para a história do Brasil, em áreas como política, literatura, artes plásticas, arte sacra, música e teatro. Outro jardim público revitalizado e de visita imprescindível é a Praça da Estação e seu Museu de Artes e Ofícios.

Na Lagoa da Pampulha, a 12 km do centro, aproveite para conhecer o legado de Oscar Niemeyer antes da fama internacional, em quatro projetos realizados a partir da década de 40, a pedido do então prefeito Juscelino Kubitschek. O Iate Clube funciona para os sócios, a Casa do Baile e o Museu de Arte passaram por reforma e devem reabrir em breve. A Igreja de São Francisco de Assis é um dos símbolos de Belo Horizonte, não apenas pelo traçado sinuoso do arquiteto, mas pela importância dos painéis e Via Sacra de Cândido Portinari, artista assombrado, na época, com a Segunda Guerra em curso.

E ainda tem o Mercado Central, passeio para qualquer hora do dia, para chegar ou se despedir de Belo Horizonte, carregando lembrancinhas. O caos dos corredores que tomam um quarteirão inteiro lembra uma cebola (desvendando-se em camadas múltiplas, supõe-se) e a administração informa que as centenas de lojas "são numeradas porém não estão em ordem". Não é adorável, essa mineirice? Aproveite para descobrir as artes e ofícios de Minas Gerais inteira, no comércio com catálogos de cachaças, queijos artesanais, cafés, doces, temperos, artesanato, roupas. E quando estiver zonzo, descanse num boteco, ouvindo as histórias das comidinhas campeãs.

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