UOL Viagem

Naná Vasconcelos

Percussionista seleciona trilha com direito a jazz, brega e MPB

Da Redação

Ana Ottoni/Folha Imagem

Naná gosta de músicas calmas, engraçadas e românticas

Além de escutar constantemente músicas de grupos novos, o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos seleciona uma trilha com canções que vão do jazz ao brega na hora da estrada. Em entrevista ao UOL Viagem, ele também revela os sons que gosta de ouvir nas situações mais inusitadas.

"Depende do humor da viagem. Se for de carro barulhento, é melhor nem escutar nada", brinca. Mas logo depois, em tom sério, Naná lembra do timbre marcante da cantora Isaar, que tocou e cantou durante oito anos no extinto grupo pernambucano "Comadre Florzinha", sucesso no Brasil e no exterior, com dois discos gravados. O percussionista explica que suas músicas são "meigas, dignas, doces, suaves, muito calmas. É muito bom para ouvir", diz. A cantora começou a carreira em festas populares e tem influências do maracatu, afoxé e coco nas suas composições. Atualmente, Isaar está com a banda DJ Dolores e Aparelhagem.

Outros clássicos que acalmam, segundo Naná, são as composições do talentoso pianista Bill Evans, que chegou a tocar com Miles Davis, participando do histórico disco "Kind of Blue". Fã de Davis, Naná escolhe a música "Tutu" a sua favorita.

Entre as bandas revelações que Naná gosta de ouvir, estão "Os Cachorros de Olinda", que já tocaram no Festival Abril Pro Rock, no Recife, e que seguem uma linha hardcore.

No campo da música erudita, quem mais lhe encanta é o brasileiro Villa-Lobos, mas com ressalvas. "Gosto das músicas mais leves e menos dramáticas dele", conta.

O percussionista também indica Zeca Pagodinho, "para animar qualquer ambiente. Adoro as histórias dele. Minha música preferida é "Penetra"", diz. Outro artista da MPB que faz a cabeça de Naná é o baterista Wilson das Neves, que acompanhou Elizeth Cardoso, Elis Regina, Elza Soares, Roberto Carlos, Chico Buarque, Wilson Simonal, entre outros. O álbum "O Som Sagrado de Wilson das Neves" está entre os preferidos de Vasconcelos.

E quando o assunto é dor-de-cotovelo, segundo Naná, nada melhor do que escutar os reis do brega Waldick Soriano e Reginaldo Rossi. "Evito chorar, mas se tiver de chorar por amor, ouço logo "Garçom", de Rossi", brinca.

Para finalizar, o percussionista recomenda uma "música para ninguém falar mais nada": "Águas de Março", de João Gilberto. Percussionista seleciona trilha com direito a jazz, brega e MPB