UOL Viagem

Angra

Integrantes do grupo revelam ter gostos musicais bem diferentes

Da Redação
Embora toquem na mesma banda, os integrantes do grupo de heavy metal melódico Angra divergem em relação aos gostos musicais. Em entrevista exclusiva para o UOL Viagem, o vocalista Edu Falaschi, o baixista Felipe Andreoli e o guitarrista Kiko Loureiro revelaram as músicas que escutam quando viajam e as novidades que estão em seus Ipods ultimamente.

O baixista Felipe é o que mais ouve um som parecido com o que produz: curte o rock com influências do Led Zeppelin e do Black Sabath, do Silverchair, o rock pop da dupla Tears For Fears e o hard rock e heavy metal do AC/DC. Outra banda mais recente que ganhou espaço no "playlist" de Andreoli é a Evanescence, que toca um estilo dark-rock-gótico, com influências do heavy metal.

Ele conta que, como mora em Jundiaí, costuma escutar esses grupos em seu carro, durante a viagem até São Paulo (SP), todos os dias. Suas canções preferidas são "Elemental" (Tears For Fears), "After All These Years" (Silverchair) e "If Only", do AC/DC. "Também tenho ouvido muito o Matias Eklunch, que toca solo de guitarra, com o barulho de impressora de computador, na música "The Road Less Travelled"", diz.

A seleção do vocalista Edu Falaschi também faz alusão a bandas de heavy metal e rock. O CD "The Other Side" do grupo alemão Farmers Boys é um dos seus favoritos. Segundo Falaschi, tal banda toca um heavy metal "mais moderno, eletrônico. Há até um solo de guitarra construído com o som de ondas do mar numa das canções", explica. Outra banda que o vocalista aprecia quando cai na estrada é a Dire Straits. Seu famoso álbum "Brothers in Arms", de 1984, acompanha Falaschi nas andanças mundo afora - o único continente onde o Angra não fez shows foi a África. "Em praias, gosto de ouvir bandas com astral legal mesmo. No avião, músicas que me lembrem o Sol. Gosto muito também do Tears For Fears, especialmente as músicas "Raul and the Kings of Spain" e "Me and My Big Ideas"", revela.

Já Kiko Loureiro apresenta uma seleção musical mais eclética, com referências de artistas do Nordeste e da América Latina, e afirma que não gosta de ouvir música em seu Ipod quando viaja. "Numa praia, então, para mim é um distúrbio. Gosto de apreciar a música das barraquinhas, o som da natureza, da água. É muito confortante. Faz remeter à placenta materna. Diz muito para mim. A música sempre se baseou no som da natureza, dos pássaros, ventos, das águas. Acho que ouvir música quebra isso", explica. O guitarrista tampouco diz apreciar música em meio a congestionamentos no trânsito. "Música tem que relacionar com uma coisa boa e só. Isso é coisa músico".

Mas, quando viaja, o que Kiko gosta mesmo de fazer é pesquisar sons locais, típicos dos lugares que visita. "Procuro vivenciar e experimentar a cultura, as comidas, a música. Alguma coisa você absorve disso. A toada do bumba-meu-boi em São Luís do Maranhão... A banda de pífanos em Caruaru, no agreste pernambucano... O Quarteto Romançal de Alagoas", conta.

O guitarrista também diz gostar bastante de música instrumental. "Tenho escutado ultimamente Jacob do Bandolim e muito som instrumental, como Naná Vasconcelos, Pat Metheny (guitarrista) e Paco de Lúcia, um violonista brasileiro que toca flamenco". Como também estuda piano, não deixa de ouvir música erudita. Os seus favoritos são Ravel e Beethoven.

No Rio de Janeiro, para ele, a pedida é ouvir "Tom Jobim e 90% de MPB. Quando vou lá não deixo de ir na Lapa para escutar choro e samba", recomenda. Integrantes do grupo revelam ter gostos musicais bem diferentes