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Beto Pandiani

Velejador vai navegar pelo Pacífico ouvindo reggae e música clássica

Da Redação
O velejador Beto Pandiani adora música: "Olha, se não fosse velejador, eu acho que seria músico", declara enquanto sugere uma trilha para suas aventuras no mar.

"Para a viagem do próximo ano à Polinésia, eu já tenho umas 5.000 músicas selecionadas. Elas devem chegar até umas 10.000, entre MPB, clássicos, reggae e outras coisas. Há, por exemplo, um grupo de reggae francês super bacana chamado Tryo, que o Igor Bely, filho do Oleg e meu companheiro nessa viagem, me apresentou. O Igor é um cara jovem, de uns 23 anos, que parece um Mogli dos mares e tem um gosto musical eclético, pois já morou em muitos lugares e conhece uma porção de coisas. Entre elas umas milongas argentinas tristes, muito bonitas, que também devem nos acompanhar", conta Beto.

"Já a Rota Boreal teve uma trilha anos 70. Quando eu estava em Halifax, em meio a uma parada técnica, encontramos uma loja de CDs usados onde compramos vários discos desta época. Depois, eu comprei em outro lugar um disco do Led Zeppelin de uma série da BBC no qual eles tocavam todos os seus clássicos em versões vicerais, antes deles terem sidos lançados comercialmente", lembra o velejador.

"Em 1989, quando fui para a Patagônia de moto, gravei uma fita com coisas do Pat Metheny. Esta foi a trilha da minha viagem. Há inclusive uma canção específica dele que dá uma vontade enorme de viajar, chama-se 'Last Train Home'", conta Pandiani.

Para completar, ele filosofa sorrindo: "Música é essencial numa viagem. Ouvir música, em qualquer ocasião, é cuidar da saúde mental".

Confira a seleção completa de Beto Pandiani no quadro ao lado.

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