03/11/2009 - 13h45
Macau vai restringir entrada de turistas de seis países
Macau, China, 3 nov (Lusa) - O governo de Macau vai restringir, até o final do ano, a entrada no território de cidadãos do Vietnã, Nepal, Sri Lanka, Paquistão, Nigéria e Bangladesh para reduzir a imigração ilegal no território, disse à Agência Lusa fonte oficial.
Segundo explicou à Lusa fonte do gabinete do Secretário para a Segurança, após o parecer do Comissariado do Ministério das Relações Exteriores da China, que deverá estar concluído até o final do ano, os turistas daqueles seis países da Ásia e África ficarão obrigados a requerer, nos seus países de origem, uma autorização prévia para estadias curtas em Macau.
Por outro lado, as autoridades de Macau poderão exigir, na chegada, comprovantes da capacidade financeira dos turistas do Vietnã, Nepal, Sri Lanka, Paquistão, Nigéria e Bangladesh, além dos bilhetes de retorno aos seus países de origem, cartões de crédito ou outras formas de garantia que provem a possibilidade de permanência no território durante o período do visto, acrescentou a fonte.
Esta é uma das medidas de combate à imigração ilegal que o governo está desenvolvendo e que pretende, segundo o gabinete do Secretário para a Segurança, contrariar o aumento que Macau tem registrado do número de ilegais provenientes daqueles seis destinos.
Recentemente, o Executivo aumentou de 20 para 200 patacas (cerca de 17 euros) a multa diária por excesso de permanência em Macau.
No primeiro semestre do ano, foram identificadas 91.737 pessoas em situação de clandestinidade em Macau, a maioria (83.870) natural da China continental e 7867 estrangeiros com excesso de permanência no território ou cerca de 44 por dia (valor que incluía os que tinham pago a respectiva multa, não sendo oficialmente considerados ilegais).
O governo de Macau definiu também hoje, em Boletim Oficial, a criação de um centro de detenção de imigrantes ilegais, que entrará em breve em funcionamento nas instalações do Corpo de Polícia de Segurança Pública, onde as pessoas que excederem o tempo de permanência no território ficarão aguardando pela extradição.
O centro de detenção terá 40 vagas, distribuídas por salas, divididas em alas feminina e masculina, contando ainda com zonas de isolamento para pessoas com doenças contagiosas, como a gripe A H1N1.