14/10/2009 - 10h04
Setor português de hotelaria tem queda de 3,5% em agosto
Lisboa, 14 out (Lusa) - Em agosto, o setor português de hotelaria registrou 5,4 milhões de pernoites, menos 3,5% em relação ao mesmo período de 2008, anunciou nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) luso.
Para este resultado contribuiu o comportamento dos não residentes (-9,7%), uma vez que os residentes mantêm uma tendência de crescimento, adiantou a mesma fonte.
Os proveitos totais atingiram 259,4 milhões de euros em agosto, enquanto que as receitas de quartos atingiram 292 milhões, correspondendo a variações homólogas negativas de 6% e 5,4%, respectivamente.
Mantendo a tendência dos meses anteriores, as pousadas e os hotéis apresentaram resultados positivos em relação a igual período de 2008, com acréscimos de pernoites superiores a 10%.
Os demais estabelecimentos revelaram uma evolução negativa, embora os hotéis registrem uma tendência de estabilização (-1,6%).
Em termos acumulados, de janeiro a agosto, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 9 milhões de hóspedes, originando 25,9 milhões de pernoites, o que em relação ao mesmo período do ano passado se traduz por baixas de 3,9% e 6,6%, respectivamente.
Segundo o INE esta evolução é semelhante à verificada a nível internacional, reportando-se aos dados da Organização Mundial de Turismo, indicando que as chegadas de turistas internacionais no período de janeiro a julho de 2009 apresentam um decréscimo comparativo de 7,4%.
À excepção do continente africano (com mais 4,4%), as demais regiões revelaram uma evolução negativa, que na Europa atingiu menos 8,4%, lembrando o INE que as previsões anuais apontam para uma quebra de 4% a 6% em resultado da conjuntura econômica, associada ao risco da propagação da gripe A.
Ainda no período em análise, o grupo dos principais mercados foi liderado pela Espanha, com uma cota de 23,7% do total das pernoites (único com evolução positiva, com mais 1,7%).
Reino Unido, Alemanha, França, Holanda e Itália, concentraram no seu conjunto mais de 50% das pernoites de não residentes, com particular desempenho negativo para o mercado britânico, que desceu 21,5%.