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01/10/2009 - 14h55

Palácio no Porto é reaberto como Pousada de Portugal

Porto, 1º out (Lusa) - O histórico Palácio do Freixo será aberto ao público, nesta sexta-feira, como a primeira Pousada de Portugal na cidade do Porto, após um investimento de 15 milhões de euros.

O palácio propriamente dito, que é monumento nacional, acolherá as áreas comuns e o restaurante, enquanto os 88 quartos da nova pousada, englobada no Grupo Pestana, foram construídos no vizinho edifício das antigas instalações da Fábrica de Moagens Harmonia, onde também fica o spa e a piscina interior.

Localizado no distrito de Campanhã, no norte de Portugal, junto ao rio Douro, o Palácio do Freixo foi construído no século 17 em estilo barroco com influência portuguesa.

O responsável pelo projeto foi Nicolau Nasoni (1691-1773), autor de várias obras marcantes no Porto, como a Igreja e Torre dos Clérigos.

A obra foi construída por ordem de Vicente Távora e Noronha, cavaleiro da Ordem de Malta, tendo sido habitado por descendentes seus até 1850, ano em que foi vendido a António Afonso Velado, depois 1º Barão (1865) e 1º Visconde do Freixo.

O palácio passaria em meados do século 19 para a posse do alemão Gustav Petres, que em parte dos seus jardins construiria uma destilaria de cereais, passando depois para a Companhia de Moagens Harmonia, antes de ser classificado, em 1910, como monumento nacional.

Após décadas de abandono, o palácio só foi restaurado a partir de 2000, quando se iniciaram as obras de restauração, por iniciativa da prefeitura do Porto, que trouxeram o seu esplendor original. A restauração foi concluída em 2003.

Patrimônio

Nasoni aproveitou o acentuado declive do terreno, enquadrando o edifício na riqueza cenográfica envolvente e rodeando a casa com terraços dispostos em planos diferentes, com jardins desenhados segundo a tradição italiana, recheados de esculturas e chafarizes.

Com uma vista magnífica sobre o rio, o edifício apresenta planta quadrangular, com quatro torres salientes em cada ângulo cobertos por telhados em pirâmide.

Cada fachada tem um desenho distinto, sendo que a voltada para o leste é a mais movimentada. Os frontões são decorados com grinaldas de flores, medalhões, máscaras, cachos de frutos e por um brasão de armas.

Na escultura, Nasoni usou elementos aquáticos típicos do barroco, como algas, peixes, vieiras, líquenes e golfinhos (símbolo da família Távora e Noronha).

O interior do palácio é extremamente rico, tendo grande parte dos seus compartimentos inúmeras janelas e elaborados tetos de estuque, alguns orientais. A pintura ilusória com temas alegóricos é comum no interior do palácio, tendo grande parte dela sido executada pelo próprio Nasoni.

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