02/07/2009 - 19h47
Demissão de ministro não afeta turismo luso, diz líder
Lisboa, 2 jul (Lusa) - O presidente da Confederação do Turismo de Portugal considerou nesta quinta-feira que a demissão do ministro da Economia não vai afetar muito o trabalho no setor porque o secretário de Estado do Turismo mantém-se.
"Percebemos que o ministro das Finanças vai acumular a pasta da Economia mas que o secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, mantém-se. Não vejo que a dois, três meses das eleições as políticas do Turismo se alterem", disse à Lusa José Carlos Pinto Coelho.
O primeiro-ministro anunciou hoje que o ministro da Economia pediu a demissão durante o debate Estado da Nação no parlamento - que Sócrates aceitou - após ter feito um gesto insultuoso para a bancada do PCP [esticou os dedos indicadores em forma de chifre].
Questionado sobre se lamenta a saída de Manuel Pinho, o presidente da CTP preferiu não comentar diretamente.
"Digamos que prefiro que nada disto se tivesse passado", disse José Carlos Pinto Coelho.
Lealdade
O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, disse que "a agência irá tratar com qualquer governante com a mesma lealdade, porque o seu papel é servir o Estado".
Em declarações à Agência Lusa, Basílio Horta diz que, como a demissão de Manuel Pinho é uma questão política, não quer comentar, mas salienta, questionado sobre a acumulação de pastas por parte de Fernando Teixeira dos Santos, que "a Agência trabalhará com lealdade qualquer que seja o rearranjo [governamental] porque a missão é servir o Estado".