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Londres, Inglaterra - Divulgação

Londres, Inglaterra

Londres (London) é uma metrópole sem dono. Em seus metrôs, você vai ver indianos, árabes, norte-americanos, latinos, australianos, europeus em geral. Vai escutar tantos idiomas quanto não ouviria em qualquer outra cidade. Como em nenhum outro lugar, percebe-se que, se existe um centro do mundo, é ali mesmo, a capital britânica. Londres é a síntese de Nova York, Paris, Tokyo, Bombaim, Sydney, São Paulo, muito no que há de melhor (você vai descobrir ao longo do texto - e estando lá, é claro), e um pouco no que há de pior (clima, poluição, tráfego arrastado, homeless) - acrescido do inconfundível estilo inglês (afinal, ainda faz parte da Grã-Bretanha).

Explorar Londres merece no mínimo 5 ou 7 dias - ainda que 1 ano fosse o ideal. O poeta Samuel Johnson disse "Quem está cansado de Londres está cansado da vida". É verdade. Existem centenas de opções do que fazer. Ótimos museus, parques bem cuidados, teatros, galerias, pubs, cafés, shows, feiras, mercados, livrarias, bibliotecas, atrações turísticas em geral. Sim, gasta-se dinheiro (e é pra gastar mesmo, se é para deixar de aproveitar por economia, melhor nem ir), mas também há muitas opções gratuitas. Estar em Londres é um investimento em sua viagem, e, sem exagero, em sua vida.

Informações
Código de acesso Londres tem um novo código de acesso desde 2000. O que antes era 0171 (zona 1, central) e 0181 (a partir da zona 2, para os arredores), se fundiu num único código 020. O 7 e 8 passaram a incorporar o número fixo do telefone, mantendo a identificação geográfica no prefixo.

Centros de Informação Além do British Travel Centre, na Regent St., fornecendo informações variadas sobre a Inglaterra e o Reino Unido, existe um bom posto de informação sobre Londres (London Tourist Information Centre - TIC) próximo à catedral de St. Paul's. Outros Centros de Informações são encontrados nos principais aeroportos e nas estações de Waterloo (terminal internacional), Liverpool e Victoria. No TIC da Regent St., em Victoria e no aeroporto de Heathrow reservas de acomodação podem ser feitas por £5 para hotéis e B&B e £1,50 para albergues. Outra boa fonte é a revista Time Out, ainda que num primeiro momento é possível se perder com a quantidade de informação da publicação. A revista disseca a semana em Londres, de shows e teatros às tradicionais atrações turísticas. Vendida por toda a parte, é publicada às quartas-feira e custa £2,20. Outra boa revista é a TNT, para viajantes que também estão de olho em acomodação, num apê para alugar ou mesmo em trabalho. Esta é gratuita, nos mais concorridos metrôs da cidade e em alguns albergues. E pra quem não quer correr nenhum risco de se perder na capital britânica, o guiazinho London A- Z tem mapas de todas as ruas, útil pra quem for ficar bastante tempo ou circular muito.

Internet Existem muitas opções, mas as barbadas de internet numa cidade cara são as diversas bibliotecas espalhadas em vários bairros disponibilizando acesso gratuito. Muitas vezes é necessário marcar hora, mas se você topar esperar pode descolar um terminal para navegar de 15 minutos a 1 hora. Uma que quase nunca tem fila é a de St. Pancras, bem em frente à estação de metrô King´s Cross. Internet paga, uma opção são as diversas lojas da rede EasyEverything, todas com uma centena de terminais, abertas entre 7h30 e 23h. O preço varia de acordo com a lotação do local: quanto mais gente, mais caro (e no começo e no fim do dia está mais vazio), com acessos a partir de 50p. Entre os vários endereços estão: 9-16 Tottenham Court Road (metrô Tottenham Court Road), 160-166 Kensington High Street (metrô High Street Kensington), 456-459 The Strand (metrô Charing Cross) e 9-13 Wilson Road (metro Victoria). Outros cybers com preços fixos (freqüentemente £1 a hora) você encontra por toda cidade, como em Bayswater (vários na Queensway e arredores, incluindo no shopping) e Camden Town.

Na cidade
Orientação
É muito fácil orientar-se em Londres, principalmente utilizando o metrô (underground ou tube), apesar de um viajante recém-chegado achar confuso no começo. A cidade está dividida em 6 zonas. A zona 1 é onde se concentra a maior parte dos museus, galerias, atrações em geral. Alguns parques podem estar situados mais longe. E, caso você tenha algum amigo morando em Londres, muito possivelmente o mesmo esteja em zona 2 em diante, visto que os aluguéis são mais baratos e/ou as residências melhores.

Se você já mandou carta para Londres, escreveu no endereço alguma sigla tipo NW, SE, WC, acrescido de um número. Isto representa a área ou o distrito de determinada rua, localizando como North West (norte e oeste), South East (sul e leste), West Central (oeste e centro), etc. Às vezes é o grande diferencial para achar um endereço, já que existem muitas ruas exatamente com o mesmo nome, apenas em regiões diferentes. Se você for se locomover pelos extremos da cidade (praticamente fora das "áreas turísticas"), vale a pena comprar o já citado London A-Z.

Mas genericamente o melhor ponto de referência são as estações de metrô. Suas linhas cobrem bem toda a zona central de Londres e com paradas mais distantes entre si nos arredores, quando pode ser necessário uma combinação com ônibus ou trens (British Rail, percorrendo a Grande Londres e bairros onde não há metrô). Para um turista, no entanto, quase tudo fica na zona central, ou a chamada zona 1, e, apesar de compreender uma área de significativo tamanho, pode-se caminhar de alguns pontos a outros. Se existe uma área realmente central, esta é a movimentada Picaddily Circus ou ao redor de Leicester Square, bastante próximas entre si.

Chegando e saindo
Para o aeroporto de Heatrow, de onde saem o maior número de vôos internacionais, inclusive de/para o Brasil, a maneira mais rápida é o Heathrow Express que liga o aeroporto à estação de Paddington a cada 15 minutos, levando 20 minutos. Custa £13 ida ou £25 ida e volta. A linha de metrô Piccadilly line faz o trajeto, com um single ticket custando £3,80 (saindo ou chegando da zona 1) e one-day-travelcard (ver circulando) cobrindo o percurso.

Apesar da rapidez do metrô, o aeroporto é longe e leva quase 1 hora do centro de Londres. Mais caro (£8, ida ou £12 ida e volta) e levando 40 minutos o ônibus (Airbus) da National Express ligando o aeroporto à Victoria Station é outra possibilidade. Para os que preferem um meio termo entre transporte público e os táxis, há ainda o Hotelink, uma empresa de microônibus que pega o passageiro na porta do hotel/albergue/B&B e leva até o seu terminal de embarque. Basta ligar com um dia de antecedência para o telefone 01293 532244 e pagar £15, ou para Gatwick por £22. Para os demais aeroportos (London City, Stansted e Luton, e também Gatwick, mais comuns em vôos charter e/ou pela Europa), não há metrô e deve-se chegar por trem (que parte de Victoria para Gatwick, o mais popular depois de Heatrow) ou ônibus.

Existem várias estações de trem, todas servidas por metrô. As maiores são Victoria, Waterloo, Liverpool St., King´s Cross, St. Pancras, Paddigton e Euston. Viajando de trem pela ilha britânica ou em direção ao continente europeu, chegando ou saindo, certifique-se sempre qual é a estação correta.

A estação de ônibus, Victoria Coach Station (observe que não se chama bus station) fica a alguns minutos à pé da estação Victoria. Você pode cortar caminho indo por dentro da estação e subindo a escada rolante do shopping, andando a seguir mais uma quadra.

Circulando
Transporte em Londres é bem caro. Uma simples viagem de metrô sai por £2 dentro da zona 1, e £2,20 se incluir também zona 2. Ônibus é um pouco menos, variando conforme o destino, mas custando em média £1 em zona 1 ou £0,70 fora da mesma. Boas opções são o ticket de 1 dia, carnê com 10 tickets, passes exclusivos para ônibus ou o ticket de 1 semana. Considere possível pequenos reajustes ao longo de 2004 e/ou 2005.

O bilhete avulso para o metrô e para os ônibus você compra nas maquininhas nas próprias estações (indicando o tipo de passagem que você quer e o destino, adult single e one way ou return, caso já queira a volta) ou em máquinas automáticas existentes em paradas de ônibus (em alguns veículos, naqueles que você entra pela frente, ainda é possível pagar direto ao motorista, mas este sistema está deixando de existir, especialmente na área central, onde você já deve obter o ticket ao ingressar no bus). Ônibus com cobrador, aqueles que você entra por trás (naquela porta que não tem porta e você pensa se não vai cair ) você ainda compra dentro do carro. Lembre-se de sempre guardar o bilhete durante a viagem caso bata a fiscalização nos ônibus e para sair da estação de metrô.

O ticket de 1 dia é o one day travelcard e pode valer apenas para zonas 1 e 2, por £4,30 ou para as 6 zonas de Londres, £5,40, em todos os transportes (exceto para os ônibus noturnos e Airbus) a partir das 9h30 em dias úteis ou desde cedo em sáb/dom. Vale a pena para quem vai circular bastante, mas permanecendo em Londres por poucos dias. Organize seu tempo total na cidade com viagens de metrô e ônibus para alguns dias e outros para caminhadas e distâncias menores.

O carnê são 10 tickets de metrô comprados antecipadamente, apenas para zona 1 e podendo ser usado no período de um ano. Custa £15 e é mais barato que 10 tickets avulsos, mas não é necessariamente mais vantajoso que um ou dois tickets de 1 dia ou uma carteira semanal.

O Ticket de Final de Semana (weekend travelcard) sai mais em conta que dois tickets separados e permite a viagem sábado e domingo em ônibus e no metrô. Custa £6,40 para zonas 1 e 2 ou £8,10 para todas as zonas.

O passe de ônibus vale para o próprio, podendo-se optar pelas zonas e pela validade diária ou semanal. Custa, conforme o tipo, de £2,50 para um dia ou £9,50 a semana, ambos abrangendo as 4 primeiras zonas.

O ticket de uma semana vale para todos os transportes (inclusive à noite). Zona 1 apenas custa £17; zonas 1 e 2 sai por £20,20. Para quem vai ficar mais tempo, existe ainda a carteira (photocard) para 1 mês, por £65,30 zona 1, £77,60 zonas 1 e 2. Para fazer esta carteira é preciso uma foto tipo passaporte; recebe-se um ticket para 30 dias que deve ser utilizado nas catracas de metrô ou apresentado ao motorista ou cobrador de ônibus. Entra-se e sai das conduções a hora que quiser e se você for ficar por algum destes períodos de tempo, é realmente uma boa pedida (e também porque você já paga o ticket e esquece a grana que custa o transporte londrino).

Enfim, se você realmente quer economizar nos transportes de Londres, além de andar bastante vai ter que pensar e planejar o seu roteiro para comprar o tipo de passe ou ticket mais adequado ao seu esquema de viagem.

Viajar sem a passagem ou um passe válido ou de zona inadequada garante uma multa de £10 no metrô e de £5 no ônibus, e como o valor não é um absurdo (considerando-se ser uma multa), os caras cobram na hora, sem chorumelas do gênero "turista-burrinho".

Os metrôs funcionam, conforme a linha e a estação, até 23h30 ou 0h30 e ônibus noturnos (night bus) cobrem quase toda a cidade, saindo ou cruzando paradas centrais em Trafalgar Square e/ou Tottenham Court Road. Mapas de metrô e das linhas de ônibus são indispensáveis e, assim como informações de transportes, são conseguidos gratuitamente na maioria das estações. Lembre-se: metrôs são rápidos e eficientes, mas você não é tatu. Apesar da lentidão do trânsito londrino, não deixe de pegar um dos ônibus de 2 andares e ficar de bobeira lá em cima admirando a vista...

Acomodação
Albergues em Londres - a boa notícia: é uma das capitais européias que mais dispõe deste sistema de hospedagem; a ruim: são os mais caros do continente. Subindo de categoria, e também no preço, encontram-se os Bed & Breakfast e os hotéis.

Albergues HI (ou YHA)
Os da associação têm diárias entre £19 e £24 (menores de 18 ainda podem pagar menos), alguns com promoções do tipo 5-noites-pelo-preço-de-4. Procuram manter o elevado padrão de sempre e todos têm características em comum: aceitam cartão de crédito, abertos 24h (mas não necessariamente a recepção, para o caso de check-in), dispõem de cozinha (exceto o City), lavanderia, lockers, sala de TV e café da manhã incluído (exceto o Oxford). Informe-se a respeito de descontos para atrações que os mesmos podem oferecer. Nos últimos anos, estes albergues fizeram algumas reformas e seus beliches para duas pessoas foram trocados por triliches que parecem saídos de um filme B de ficção científica, desaconselhável para os claustrofóbicos. Os únicos que (ainda) resistem são o Oxford Street e o St. Pancras.

City of London 36 Carter Lane. Fone 7236-4965, e-mail: city@yha.org.uk. Metrô: St. Paul's, próximo à catedral. Total 193 camas. Diária em dormitório £24,60 com 4-8 camas e £96,50 pelo quarto.

Oxford Street 14 Noel Street. Fone 7734-1618, e-mail: oxfordst@yha.org. com. Metrô: Oxford Circus ou Tottenham Court Road. Diária de £22,60 em quartos para 3 e 4 pessoas e £24,10 para 2. Café da manhã disponível por £3,20. Tem 75 camas. Localizado no Soho; se é um dos mais centrais, também é um dos mais simples.

Holland House Holland Walk. Fone 7937-0748, e-mail: hollandhouse@yha. org.uk Fica no meio do Holland Park, próximo à Notting Hill, Kensington e Chelsea. Metrô: Holland Park ou High Street Kensington (prefira esta estação, a caminhada é mais segura, principalmente à noite). Diária de £18,75/21 em quartos que vão de 12 a 20 pessoas. Total de 201 camas. Recebe principalmente grupos de excursão.

Earl's Court 38 Bolton Gardens. Fone 7373-7083, e-mail: earlscourt@yha. org.uk. Metrô: Earl's Court. Diária de £22,40 em dormitórios com 6/12 camas (alguns com 4). No total são 159 camas.

Hampstead Heath 4 Wellgarth Rd., Fone 8458-9054, e-mail: hampsteadheath @yha.org.uk Próximo ao parque Hampstead Heath, um dos bairros mais agradáveis de Londres, porém bem mais longe. Metrô: Golders Green. Total de 197 camas. Diária em dorm £21 para 6 a 12 pessoas, quartos para 2 a 4 pessoas vão de £46 a £86, café da manhã incluído. Jantar disponível por £5. Lavanderia £1,50, recepção fecha das 23h às 7h, mas o acesso ao albergue é liberado.

Rotherhithe Island Yard, Salter Rd. Fone 7232-2114, e-mail: rotherhithe@ yha.org.uk. Metrô: Rotherhithe. Um dos maiores albergues de Londres, com 320 camas. Diária de £24 em dorm, ou um quarto para 2/4/6 pessoas por £50/92/135. Bons serviços, mas é meio longe.

St. Pancras International Hostel 79-81 Euston Rd. Fone 7388-9998, metrô King's Cross, St Pancras (saída Euston Road, ficando a duas quadras da estação). Diárias £24 em dorm, quartos duplos £57,50. É um dos mais novos e bem equipados albergues de Londres, situado, porém, numa das áreas mais feinhas da cidade.

Albergues Independentes
Em número ainda maior que os HI, são os albergues independentes - e freqüentemente mais baratos. Serviços e facilidades variam de um local a outro, e o valor da diária pode flutuar ao longo do ano. Sempre é bom checar as diárias abaixo. Em muitos deles, se você ficar uma semana, ou 1 mês, ou praticamente morar lá (o que não é raro), o preço pode cair mais ainda. Não espere porém, concurso de limpeza (nem seus residentes, muitos australianos e neozelandeses, sem nenhuma conotação preconceituosa, parecem muito preocupados). Se você estiver com tempo e condições, vale dar uma checada com seus próprios olhos. Geralmente ficam em zonas centrais ou nas imediações de Earls Court.

Granada Hostel 73 Belgrave Road, Victoria SW1. Fone 7821-7611, e-mail: granada@lhghotels.co.uk. Próximo à estação Victoria (leia mais desta área no Bed & Breakfast). Diária de £15/16,50, semana £65/80 (out-abr/maio-out), café da manhã incluído. Tem 20 quartos, cada um com 4-6 camas, muitos com banheiro e chuveiro. Dispõe de sala de TV e cozinha.

Hotel Saint Simon 38 Harrington Gardens, SW7. Fone 7373-0505. Metrô: Gloucester Rd. (próximo aos museus de South Kensington). Diárias de £12 a £18, conforme a temporada, em quartos simples para 3 a 4 pessoas, café da manhã incluído.

Chelsea Hotel 33-41 Earl's Court Square. Fone 7244-6892. Metrô: Earl's Court. Diárias a partir de £12 em dorms e £40 em quarto tipo suíte. Dispõe de sala de TV e lavanderia.

Highgate Village 84 Highgate West Hill. Fone 8340-1831. Fica em Highgate Village. Metrô: Archway, depois ônibus 214. Diária de £14, em dormitório para 4-16 pessoas. Total de 69 camas. Menos central, mais barato.

Paramount Hotel 80 Belgrave Road. Fone 7233-9703, e-mail: paramount@ lhghotels.demon.co.uk, próximo a Victoria. Diárias a partir de £15 ou £60 a semana, em dormitórios com banheiro e chuveiro. Café da manhã incluído, mais cozinha e sala de TV.

The Generator Compton Place, metrô Russel Square. Fone 7388-7666, e-mail: info@the-generator.co.uk. Albergue um pouco escondido, mas no metrô existem placas com indicações. Saindo da estação pela direita, pegue a primeira à esquerda, ande até o final da rua saindo na Tavistock Place, a Compton Place fica numa ruela no lado esquerdo da rua, na altura do número 37. É um dos maiores albergues da Europa com capacidade para 837 pessoas em dormitórios que podem ser mistos ou femininos. Diárias de £12,50 a £17, em quartos 14 a 4 pessoas. Existem também alguns individuais por £42, ou duplos a £26,50. Há preços promocionais para uma semana. O albergue tem excelentes instalações, sendo um dos mais conhecidos de Londres e é bastante limpo, o que pode surpreender pelo tamanho colossal. São vários andares e o clima é de festa. Tem um bar com programação diária e happy hour entre 18h e 21h com pints a £1. Restaurante com refeições a £3 e, apesar de não ter uma cozinha completa, na área onde é servido o café da manhã (continental e incluído no preço) tem um microondas, talheres e uma tostadeira para uso dos hóspedes. Acesso a internet por £1/15min, lavanderia por £2,50 (lava e seca), luggage-room gratuito, postinho de informações e mini-lojinha. Lençóis e toalhas incluídos na diária e todos os dorms possuem lockers.

Estes albergues, todos em Earls Court, têm diária a partir de £12 (em dormitórios) e £65 a semana, mas sempre é bom confirmar. Recepção aberta 24h, oferecem cozinha e sala de TV, chá e café de graça. Ayers Rock Hostel. 16 Longridge Road, fone 7373-2944. Inchmont Hotel, 25 Collingham Place, fone 7370-2414, próximo ao Ayers Rock Hotel. Meridian Hotel, 20 West Cromwell Road, fone 7373-7951.

Astor Hostels: são 5 albergues da mesma cadeia com diárias a partir de £14, em dormitórios de 4 a 10 camas, café da manhã muito simples incluído, boa localização. Museum Inn Hotel, 27 Montague St, fone 7580-5360, metrô Tottenham Court Rd. Quest Hotel, 45 Queensborough Terrace, fone 7727-8106, fica em Bayswater, metrô Queensway. Hyde Park. 2-6 Inverness Terrace, fone 7229-5101, metrô Queensway ou Bayswater. Leinster, 7-12 Leinster Square, fone 7229-9641, metrô Queensway ou Bayswater. Victoria, 71 Belgrave Road, fone 7834-3077, metrô Pimlico ou Victoria.

Bed & Breakfast e Hotéis
Bed & Breakfast são a acomodação britânica por natureza, com preços e instalações a partir de £25 a £30, e um pouco mais para um casal num double room, ou duplo, o que pode compensar. Costumam aceitar cartões de crédito e muitos incluem chaleira pra você ferver água e preparar o seu chá e café (tea and coffee making facilities). Próximo à estação de Victoria existem várias opções de hospedagem. Uma rua repleta de hotéis, com diferentes preços e instalações, é a Belgrave Road. Outras regiões com grande quantidade de hotéis e B&B são as ruas ao redor da estação de metrô Earls Court e na Sussex Gardens, metrô Paddington. Quem chegar no meio da noite sem reserva deve encontrar um teto por aí. Mais sugestões de endereços pegue no Tourist Information.

Ealing Guest House 27 South Ealing Road. Fone 8840-2807, e-mail: enquiry @ealingguesthouse.com. Metrô South Ealing. Diária £30 quarto single, £40 duplo, £50 triplo.

Hotel Plaza Continental 9 Knaresborough Place, metrô Earls Court, fone 7370-3246. Diária £35/45 single (sem/com banheiro), £60 duplo, £70 triplo. 21 quartos com TV, secador de cabelo e café da manhã continental incluído. Possui acesso a internet por £1 a hora. Pequeno e bom B&B três estrelas, com simpático staff.

Ramsees Hotel 32-36 Hogarth Road, metrô Earls Court, e-mail: ramsees@ rasool.demon.co.uk, fone 7370-1445, Diárias £42 single, £55 duplo, £75 triplo. 67 quartos com TV, telefone e café da manhã continental incluído.

Aquarius Hotel 20-22 Hogarth Road, metrô Earls Court, fone 7373-6155. Diária £25 single, £35 duplo, £45 triplo. 40 quartos com TV, telefone, alguns com forno de microondas. Café da manhã continental incluído. O preço é imbatível mas os quartos são apertados, velhos e com cheiro de naftalina.

Notting Hill Hotel 2 Pembridge Square, metrô Notting Hill Gate, reservation@ nottinghillhotel.com, fone 7727-1316. £50 single, £60 duplo, £70 triplo, descontos para mais de três diárias. 30 quartos, TV, café da manhã continental.

Millards Hotel B&B 148-152 Sussex Gardens, metrô Paddington, fone 7723-2939, £50 single, £65 duplo, £87 triplo. 58 quartos com TV mais café da manhã inglês incluído. A decoração da recepção é meio cafona, mas os quartos são bons.

Springfield Hotel B&B 154 Sussex Gardens, metrô Paddington, info@ springfieldhotellondon.co.uk, fone 7723-9898, £40 single, £60 a £65 duplo, £80 triplo. São 18 quartos com telefone, secador de cabelos, TV, café da manhã inglês incluído.

Balmoral House B&B 156/157 Sussex Gardens, metrô Paddington, balmoral@ freedom2surf.co.uk, fone 7723-7445, £40 single, £65 duplo, £80 triplo. 36 quartos, TV, secador de cabelos, café da manhã inglês incluído. Excelente B&B, bem cuidado e com preços eventualmente mais baratos (disponibilidade, alta/baixa estação).

Comes & Bebes
Comer aqui não é barato. O que tem de mais acessível, sentando num restaurante, é comida chinesa a partir de £5 (em Chinatown, grande oferta, e alguns buffets nas imediações de Leicester Square) e pizzas a partir de £4,50 (principalmente as tradicionais cadeias). Estas mesmas opções, além de baratas, oferecem aos glutões o all you can eat, ou coma até agüentar, nesta mesma média de preço, interessante pra quem realmente come muito. No Soho existem alguns bons restaurantes italianos em estilo buffet, cobrando preços diferenciados entre o almoço e a janta, em torno de £4,50 e £5,80, respectivamente. Mais baratos são os kebabs (pão sírio com carne de carneiro ou galinha mais alguns temperados molhos) por toda cidade, a partir de £2,80. Em Londres, você encontra também muitas alternativas de restaurantes e bares brasileiros. Pra quem está com saudades de casa: Paulo's Restaurant, 30 Geryhound Road, fone 7385-9264, metrô Hammersmith. Brazilian Touch Cafe, 40-42 Oxford Street, dentro da loja Whistleshop, metrô Tottenham Court Road; Delizioso Café, 90B Cleveland St., fone 7383-0497, a 10 minutos da mesma estação de metrô do anterior. Nestes dois últimos são servidos a tradicional trinca feijoada + pão-de-queijo + guaraná por £5,50.

Comida inglesa mesmo é o fish & chips, que você também encontra por toda parte, a partir de £3,40, mas comendo na rua. Em pubs, num local bem tradicional, você pode almoçar por a partir de £5. Barato mesmo, lanche de supermercado. Os mais centrais são o Tesco, na Oxford Street e outro em Covent Garden, ambos com sandubas e lanchinhos prontos. Aliás, se o rango inglês é fraco, os caras compensam com comidas prontas de supermercado, onde você encontra de tudo e até bem razoável. Supers mais afastados são ainda mais baratos. De olho no preço, confira a marca que leva o nome do supermercado, é a grande barbadinha.

Atrações
Organize o seu tempo. Não importa quantos dias você for ficar, sempre terá alguma coisa a fazer. Começamos por listar algumas áreas de interesse, onde concentram-se vários dos museus e atrações que vêm a seguir. São todas centrais e pode-se (e deve-se) ir caminhando de uma a outra. Áreas menos turísticas e igualmente atrativas podem ser conferidas nas feiras e mercados, apresentados mais adiante.

Bairros, áreas, ruas
Piccadilly Circus Um chafariz, um grande painel de neon e muita gente. É um bom ponto de partida para começar a explorar Londres.

Leicester Square Efervescência turística (assuma que você faz parte). Calçadão com uma praça, cinemas, bares, restaurantes, lojas, galerias, shows de rua. No meio de tudo, a dúvida é para que lado prosseguir.

Trafalgar Square Turistas disputam com as pombas os espaços em volta da Coluna de Nelson nesta que é a praça mais popular de Londres. No calor do verão, o chafariz vira piscina pública. Não deixe de ir na National Gallery, bem na frente.

Covent Garden Delicioso local onde era um antigo mercado de verduras. Espaço para shows de rua, de rock à música clássica, de mímicas a performances em geral, rodeado de bares e lojinhas. Um bom programa de domingo.

Soho Mais londrino e menos turístico que os demais, é onde a noite é mais longa. Por seus bares, cafés, clubs e livrarias circulam boêmios, gays, mauricinhos, prostis, drag-queens, curiosos e todas as figuras que habitam a noite de uma grande cidade. Mas, sem stress, é normalmente tranqüilo. Descubra alguns restaurantes de barbada por lá.

Chinatown Londres tem o seu reduto chinês, e é um dos lugares onde se pode comer mais barato, entre Soho, Piccadilly e Leicester Square.

City É a região mais antiga e local que marca o nascimento de Londres, a quase 2 mil anos atrás, na época batizada pelos romanos como Londinium. A London Bridge, primeira ponte sobre o Tâmisa, demarcava o centro da City. Boa parte desta zona ardeu em chamas no grande incêndio de 1666. Hoje é centro financeiro e a região dos yuppies, executivos e engravatados de plantão.

Rio Thames (Tâmisa) O charme do rio de Londres cruzando a metrópole. Uma caminhada legal é entre a ponte de Waterloo (vindo de Covent Garden ou do South Bank Centre, veja a seguir) e a ponte de Westminster, onde o Big Ben não vai deixar você se perder. E, mais recentemente, um novo ícone na paisagem, The London Eye, a gigantesca roda gigante.

South Bank Centre Centro cultural à beira do Thames (atravessando da estação de Embankment, se for de metrô), abrigando o Royal National Theatre, The National Film Theatre, Royal Festival Hall e Hayward Gallery (já hospedou também um ótimo museu do cinema, o Momi, que talvez, quem sabe, um dia, reabra). A programação, não destinada exatamente a turistas, é variável e você a consegue no local ou em qualquer Informações Turísticas. Também é uma agradável parada para um café.

O Poder: Igreja e Estado
Houses of Parliament As Casas do Parlamento (metrô Westminster) são a própria pomposidade britânica e o Big Ben, sua multifamosa torre do relógio, entre tantas atrações, é provavelmente o símbolo de Londres. O que pouca gente sabe é que o Big Ben não é o reloginho, mas o seu sino principal. O prédio, do século 19, é uma orgia neo-gótico-renascentista-medieval e abriga duas câmaras, House of Commons e House of Lords. Qualquer pessoa pode assistir gratuitamente às sessões de debates a partir da Visitors Gallery; na Câmara dos Lordes o horário é de seg/qua a partir das 14h30, quintas a partir das 15h e sextas a partir das 11h; na Câmara dos Comuns, às segundas das 14h30-22h, ter/qua das 11h30-19h, quintas das 11h30-18h e sextas das 9h30-14h30. Sempre ligue antes (7219-4272) para confirmar se está havendo sessão. Toda quarta-feira ao meio-dia é Question Time, onde o Primeiro Ministro é interpelado pelos parlamentares. Ingressos disponíveis a partir da Embaixada Brasileira. É importante observar que estas visitas incluem apenas os debates políticos. Mas durante o verão, as Casas do Parlamento são abertas à visitação guiada através de várias salas e onde os guias destrincham a história política do país. Se você se interessa em ir além das badaladas do Big Ben, vale muito a pena. De julho a agosto: seg/ter e sex/sáb de 9h15h-16h30, qua/qui de 13h15-16h30 (mesmo horário nas terças em setembro e outubro). O tour dura em média 75 minutos e custa £7 (£5 estudantes). É necessário comprar ingresso com antecedência do Houses of Parliament Tickets Office, que fica em frente ao prédio.

Westminster Abbey (Abadia de Westminster) Praticamente junto ao Parlamento, metrô Westminster, aberto seg/sex das 9h30-15h45 e sábados até 13h45. Entrada £6/3 (estudante). Erguida no século 8 e alargada no século 11, é o local de coroação dos monarcas britânicos - veja a Coronation Chair (cadeira da coroação) atrás do altar. Mais recentemente, na Abadia, foi realizado o funeral da princesa Diana (apesar de ela estar enterrada em Althorp, fora de Londres), mobilizando multidões.

Nº 10 Downing St. No Whitehall, vindo pela Parliament Street. É a residência do primeiro ministro, onde já moraram Margareth Tatcher, John Major e atualmente hospeda o trabalhista Tony Blair e sua penca de filhos. Prepare-se para ficar parado em frente aos portões guardados, cercado de turistas tentando tirar uma foto do que é basicamente uma porta fechada.

Buckingham Palace Caminhando dos metrôs de St.James Park ou Green Park, ou seguindo a pé de Westminster ou do Parlamento. Não espere nenhum Versailles, mas, enfim, é o Palácio de Buckingham e a residência oficial da família real. Pra ganhar mais alguns trocados, a Rainha Elizabeth resolveu abrir o palácio aos seus súditos de todo o planeta durante 2 meses ao ano. A visitação normalmente é em agosto e setembro, todos os dias de 9h30-16h15 e o ingresso não é barato (£11,50 ou £9,50 para mais de 60 anos e estudantes). Em frente ao palácio, gratuito, acontece a pomposa troca da guarda, um teatrinho abalroado de turistas mas que diverte alguns. Diário no verão, dias alternados no inverno, às 11h30, mas quem quiser ver deve chegar cedo, pois o espaço é disputado, com gente levando até cadeirinha.

St. Paul's Cathedral Metrô St. Paul's. Aberto de seg/sáb 8h30-16h. Entrada £6/5 (estudante). Das suas galerias se obtém uma bela vista de Londres. Esta catedral é uma das mais famosas da Inglaterra e sua cúpula é a segunda maior do mundo, só perdendo para a Basílica de São Pedro no Vaticano. Finalizada em 1710 em estilo barroco pelo arquiteto Christopher Wren, tem sido cenário de fatos marcantes na história do país, como o funeral de Winston Churchill (1965) e o casamento do Príncipe Charles e Diana (1981). Não deixe de visitar a Whispering Gallery (a 259 degraus do primeiro andar), uma galeria redonda, que com sua excelente acústica permite que uma pessoa sussure (daí o nome) de um lado e seja ouvida do outro perfeitamente.

Museus
Muitos dos museus concedem descontos para estudante, que devem ser conferidos no local. Alguns, aqui listados, oferecem entrada gratuita após determinado horário. Outros, por sua vez, não permitem o ingresso se você chegar quando estiver quase fechando (geralmente 30 minutos antes). Existe um passe, o London Pass, que permite acesso ilimitado a algumas atrações - mas são basicamente museus secundários, não valendo muito à pena.

British Museum Great Russel St., metrô Tottenham Court Road, abre diariamente de 10h-17h30 (quintas e sextas algumas salas até 20h30), entrada gratuita, apesar de sugerirem £2 de donativo (sim, nós sabemos que você já está dando...). É o grande museu britânico, mas a maior parte de sua coleção são objetos da Grécia, Egito, Roma ou Oriente Médio. Vasto, repleto de antigüidades, pode ser interessante para alguns, mas outros podem se entediar logo, logo. Destacam-se curiosidades como múmias e o homem de 2000 anos. Recém completado 150 anos, o museu investiu em seu rejuvenescimento com a construção de uma futurista cúpula de vidro e aço, além de novas galerias.

National Gallery Trafalgar Square, metrô Charing Cross, aberto diariamente das 10h-18h (quartas até 21h), entrada gratuita (exceto para alguma exposição específica). Uma das grandes galerias de arte do mundo, em todos os sentidos, apresentando obras dos séculos 13 ao 20. Exibe pinturas dos principais mestres como Monet, Rembrandt, Van Gogh, Rafael, entre outros. É realmente uma das atrações imperdíveis de Londres, para viajantes que gostam de arte, como pra quem quer entender um pouco mais do assunto.

National Portrait Gallery St. Martin Place, quase ao lado da National Gallery, aberto diariamente de 10h-18h (quintas e sextas até 21h). Entrada também gratuita. É uma galeria exclusivamente de retratos, incluindo fotografias. Entre nobres ingleses e ilustres desconhecidos ao longo do prédio, você vai achar mais interessante as conhecidas figuras do meio artístico, esportivo ou da realeza.

Você que colou na escola
Charles Chaplin
O cinema não precisava de som para quem assistisse ao maior gênio da sétima arte. Nascido em Londres em 1889, criou um dos ícones do cinema em 1914: Carlitos, o simpático e briguento vagabundo de trajes e postura característicos. Suas situações engraçadas e patéticas são uma poética e mordaz crítica político-social, como o operário de Tempos Modernos (1936) ou a formidável brincadeira com o globo na paródia de Hitler em O Grande Ditador (1940).

Anos mais tarde (1953), já filmando no cinema sonoro, foi proibido de entrar nos EUA sob acusação de comunista - mas 20 anos depois receberia um Oscar especial como um pedido de perdão e reconhecimento. Teve vários casamentos e uma atribulada vida pessoal e, entre suas obras-primas, também inclui-se O Garoto (1921), Em Busca do Ouro (1925) e Luzes da Cidade (1931).
Natural History Museum Cromwell Rd., metrô South Kensington, aberto de seg/sáb 10h-17h50, domingos 11h-17h50, entrada gratuita, exceto para exibições especiais, saindo por £5 em média. É um dos melhores museus de história natural da Europa, ideal para as crianças viajantes dos 9 aos 99 anos. Há reconstituição de esqueletos e modelos de dinossauros, exibições sobre o corpo humano e uma super interessante Earth Galleries com a evolução do planeta Terra. Tudo é repleto de interatividade. Esqueça que você não é um nativo de língua inglesa e não tem mais espinhas na cara e aperte em todos os botões a que tem direito.

Science Museum Exhibition Rd., ao lado do Museu de História Natural, aberto das 10h-18h, entrada gratuita. Os ingleses definitivamente sabem fazer museus e este de Ciências é um ótimo programa mesmo pra quem sempre odiou esta matéria no colégio. Como seu vizinho, tem muitas atrações interativas, indo de invenções britânicas desde o século 18 à medicina, astronomia e tecnologia. Anexo, um cinema IMAX de 3D, funcionando das 9h-18h e com entrada por £6,95/5,95 (estudante).

Victoria & Albert Museum Cromwell Rd., em frente aos dois anteriores, metrô South Kensigton, aberto diariamente das 10h-17h45 (quartas e última sexta do mês até 22h), gratuito. Apresenta a maior coleção de objetos de arte e decoração do mundo, passando por vários períodos (bizantino), estilos (sacro) e nacionalidades (indiana), além de outras curiosas afinidades (vestidos).

Museum of London 150 London Wall, metrô St.Paul's, aberto de seg/sáb 10h-17h50, domingos 12h-17h50. Entrada livre. Um simpático museu que pode ser visto a partir de seu horário gratuito. Conta a história de Londres, dos romanos aos anos 90, passando pelo grande incêndio que quase destruiu a cidade. Um interessante contraste é ver um trecho da antiga muralha romana que passa ao lado do museu em meio a arquitetura moderna e repleta de prédios espelhados do Barbican Centre e arredores.

Imperial War Museum Lambeth Rd., metrô Lambeth North, aberto 10h-18h, entrada gratuita. Museu da Guerra, com exibições em clima antibélico, incluindo tanques e aviões de combate, com memoráveis recriações de bombardeios, especialmente da Primeira Guerra Mundial. Da Segunda Guerra, inaugurou há pouco tempo uma área com uma primorosa reconstituição da ascensão nazista, incluindo a deportação de judeus e o holocausto. Imperdível, mesmo pra quem não é chegado no tema.

Tate Britain Millbank, metrô Pimlico, aberto diariamente das 10h-17h50, entrada gratuita, exceto para as exibições temporárias. É a galeria de pinturas britânicas com destaque, entre várias obras, para Turner e os Pré-Rafaelitas.

Tate Modern 25 Summer Street, metrô Southwark, aberto diariamente 10h15-18h (sexta e sábado até às 22h). Última entrada sempre uma hora antes do museu fechar. Gratuito, exceto exibições temporárias. Abriga ótima coleção de arte moderna e contemporânea num prédio que costumava ser uma estação de energia.

Museum of Mankind (Museu da Humanidade) 6 Burligton Gardens, metrô Piccadily Circus ou Green Park, aberto seg/sáb das 10h-17h, domingos 14h30-18h, entrada gratuita. Este é um departamento do British Museum, bem menor, menos conhecido e talvez até mais interessante. Apresenta exibições sobre várias culturas do planeta, com destaque para as civilizações não-ocidentais, além de outras mostras temporárias de grande interesse aos viajantes mais curiosos.

Design Museum 28 Shad Thames, uma caminhada do metrô London Bridge ou Tower Hill (atravessando o rio). Aberto 10h-17h45 diariamente (até 21h nas sextas), entrada £6/4 (estudante). Com um belo visual à beira do Thames, este é um dos pouco museus do mundo dedicado ao estudo do design e uma atração menos turística entre tantas em Londres. Apresentando freqüentes exposições temporárias, tem na sua coleção mobílias, aparelhos eletroeletrônicos e objetos diversos, ilustrando a história do design no século 20 pelas artes, moda, arquitetura e tecnologia.

Freud Museum 20 Maresfield Gardens, metrô Finchley Road, aberto qua/dom das 12h-17h, entrada £5/2 (estudantes). A casa onde Sigmund Freud, o pai da psicanálise moderna, morou após fugir da Áustria em 1938, então invadida pelos nazistas. A mobília e os objetos são todos originais, incluindo o seu famoso divã.

Cabinet War Rooms, Clive Steps, King Charles Street, metrô Westminster. Todos os dias das 10h-18h, entrada £5,80. O antigo QG secreto subterrâneo, da Segunda Guerra Mundial, de onde Churchill comandava as tropas inglesas. Pegue a áudio-guia e fique por dentro do que acontecia ali embaixo.

Dali Universe, County Hall, Riverside Building, metrô Waterloo. Diariamente das 10h-18h, entrada £8,95. Nova galeria à beira do Thames e junto ao London Eye. Coleção permanente do genial surrealista Salvador Dali, com mais de 500 obras incluindo desenhos, pinturas e o famoso sofá Mae West Lips.

Outros
The London Eye A Roda do Milênio, quase em frente ao Parlamento e ao Big Ben, mas no outro lado do Thames. Funciona das 9h30-20h, sex/dom até 21h, picos de verão até 22h. Ingresso £10,50. É uma grande roda gigante de 150 metros de altura (a maior do mundo), com capacidade para 800 pessoas, permitindo de seu topo uma visão de 50km, num sortudo bom dia, é claro. Acrofóbicos devem evitar, pois a volta toda está programada para levar 30 minutos, apesar do passeio todo ser bem tranqüilo.

Tower of London metrô Tower Hill, entrada ter/sáb 9h-16h/17h, dom/seg 10h-16h/17h, entrada £13,50/10,50 (estudante). Idealizado por William l (Guilherme), o Conquistador, em 1078, já foi fortaleza, palácio real e presídio e atualmente atração turística (e das mais disputadas, prepare-se). Em exposição, armas, armaduras e jóias. Uma boa pedida é participar da divertida visita guiada pelos Beefeaters, os guardas que habitam o lugar e sabem tudo sobre as fofocas e as histórias tenebrosas da Torre de Londres. De hora em hora, e gratuitas. Atração a parte é o Koh-i-noor, o diamante mais famoso da coroa da rainha-mãe. No Thames, outro dos símbolos de Londres, a Tower Bridge. Construída em 1894, a ponte sustentada por duas torres tipicamente vitorianas é certamente mais interessante vista de fora, mas quem realmente quiser pode subir por £4,50/3 (estudante).

Madame Tussaud's Marylebone Road, metrô Baker Street. Abre de maio/set diariamente das 9h-17h30 e de out/maio de seg/sex das 10h-17h30, sáb/dom 9h30-17h30, entrada £14,95/£11,70 (estudantes). O museu de cera mais conhecido do mundo, sendo na verdade uma grande curiosidade turística. O ingresso não é barato, mas vale, se você está no espírito de ver réplicas de figurinhas mundialmente conhecidas e a fim de bater uma foto abraçado/a ao Brad Pitt. Anexo, o London Planetarium, funcionando no mesmo horário, com entrada £14,95 combinada com o Madame Tussad's. Interessantes shows a cada 40 minutos, porém não deve ser muito diferente do que você veria no planetário de Porto Alegre ou São Paulo.

Você que colou na escola
The Beatles
Considerado a maior banda de rock, surgiu em 1957, estourando nos anos 60, já com sua formação final. John Lennon, Paul MaCartney, George Harrison e Ringo Starr começaram no estilo certinho, mas logo tornaram-se ícones da contracultura mundial, com uma postura mais crítica e letras contestadoras. A beatlemania varreu o mundo e nunca a idolatria e a histeria estiveram tão presentes.

Destacam-se entrem suas canções Help, Twist and Shout, Lucy in the Sky with Diamonds (polêmica pelas inicias de suas palavras, LSD), Yesterday, Let it Be e centenas de outras que até hoje tocam freqüentemente. O grupo se desfez em 1970 e as esperanças de seus fãs de um retorno acabaram com o assassinato de John em 1980. Em 2001, morre George.
Highgate Cemetery Swain's Lane, Hampstead, metrô Archway e ônibus 271. Era o cemitério preferido das nobres famílias vitorianas, com túmulos que são verdadeiras obras de arte. Dividido ao meio pela Swain Lane, o lado oeste é o mais antigo e curioso, porém acessível apenas por visitas guiadas a £3, de abr/out de seg/sex, 12h, 14h e 16h, e sáb/dom toda hora entre 11h e 16h; e de nov/mar sáb/dom entre 11h e 15h. O lado leste, se não é tão sugestivo, de quebra é onde estão os restos de Karl Marx. Funciona de abr/out, de seg/sex das 10h-17h e sáb/dom de 11h-17h, e nov-mar até às 16h. Entrada a £2.

London Zoo Regent´s Street NW1, ao norte do Regent's Park (metrô Camden Town + ônibus 274). Abre de mar/set de 10h-17h30, de out/fev até 16h. Entrada £11/9,30 (estudante). Um dos mais antigos zoológicos e com uma das mais variadas espécies do mundo, mais de 7 mil, destacando o urso panda.

Shakespeare Globe's Exhibition New Globe Walk, Bankside, metrô Southwark. Maio/set, todos os dias de 9h-12h30; out/abr, 10h-17h. £8/6,50 (estudante). Reconstrução idêntica ao teatro onde originalmente Shakespeare encenou suas peças. O ingresso dá direito a uma visita guiada pelo teatro e a uma exposição sobre o teatro inglês elisabetano. Não perca a seção onde se aprende a contribuição de Shakespeare com expressões usadas por todos nós, como "isso é grego para mim", ou "os olhos verdes do ciúme". Durante a temporada teatral na visita das 12h30 você pode pegar uma parte do ensaio dos atores.

Parques
Gratuitos (mas não as cadeirinhas que você vai ver espalhadas pelos parques - pronto, agora você sabe!), são uma excelente opção de passeio, exceto, é claro em dias de chuva. Se você for abençoado com um baita sol, aproveite a cuidadíssima grama inglesa, faça um piquenique, deite, role...

Hyde Park É o parque mais famoso de Londres, vale uma boa volta. A oeste, do outro lado do lago Serpentine, a área é conhecida como Kensigton Gardens, com a mansão que era a residência do então casal Charles/Diana. Ao sul, o Royal Albert Hall (veja adiante em concertos). Aos domingos outras boas atrações (como se o parque já não fosse o suficiente): ao longo da Bayswater Road, exposição de artistas menos favorecidos e, próximo à estação de Marble Arch, a divertida Speaker's Corner. Esta esquina é o local onde qualquer um, até você, pode subir num caixote e discursar publicamente sobre qualquer assunto, até mesmo sobre os temperos da feijoada brasileira.

St. James Park Em frente ao Palácio de Buckingham, um dos mais bem cuidados parques, com seu laguinho, cisnes, gansos e jardins com as mais belas flores de Londres. Anexo a ele, o Green Park é popular por ser bem central, em Piccadilly. O Regents Park também é central e conhecido por seu zoológico.

Hampstead, mais afastado, situa-se numa das áreas mais nobres de Londres, e você pode tomar banho num de seus lagos. Neste parque, existem áreas reservadas a nudistas - mas atenção - separadas por sexo.

Compras
Londres não é barata. Você até pode achar algumas barbadas (ou não), mas observar o comércio da cidade faz parte da viagem.

Livros Charing Cross Road é a rua (metrôs Tottenham Court Road ou Leicester Square). Passagem obrigatória aos amantes da literatura, com suas dezenas de livrarias (muitas com boas ofertas). Charing Cross Road não à-toa, é o nome original do filme Nunca Te Vi, Sempre te Amei, no qual o livreiro londrino Anthony Hopkins troca correspondência por anos com a nova-iorquina Ann Bancroft. Já, a mais completa em livros de viagem e mapas (inclusive de coleção) é a Stanfords, 12-14 Long Acre, nas imediações de Covent Garden.

CDs Virgin, Tower Records e HMV são as grandes lojas espalhadas pela cidade (ao longo da Oxford St. você encontra as três), com CDs de todos os gêneros, fitas de vídeos, DVDs, livros, revistas e outras novidades. Apesar de não ser barato, vale uma boa parada. A Tower Records de Piccadily Circus fica aberto até tarde da noite.

Você que colou na escola
William Shakespeare
O dramaturgo mais encenado do planeta nasceu em Stratford-upon-Avon em 1564. Suas peças abordam a complexidade da natureza humana, entre comédias (Sonhos de Uma Noite de Verão, A Megera Domada, O Mercador de Veneza), tragédias (Romeu e Julieta, Hamlet "Ser ou não ser, eis a questão", Rei Lear, Otelo, Macbeth) e dramas históricos (Henrique V, Ricardo lll).

Com uma biografia um pouco obscura e um vasto número de obras publicadas, já levantou-se a hipótese que alguns de seus textos teriam sido escritos por outras pessoas. Sem maiores provas, Shakespeare continua a ser o maior nome da dramaturgia de todos os tempos, e até hoje matéria-prima do cinema.
Oxford St. Uma das mais populares e comerciais ruas de Londres, congestionadíssima de pessoas e centenas de ônibus. De megastores a lojinhas de souvenirs, você até pode encontrar boas ofertas, apesar dos altos preços de Londres. A estação de Oxford Circus é o ponto central, pegando também Bond Street (uma área um pouco mais nobre) às extremidades dos metrôs de Marble Arch ao oeste e Tottenham Court Road ao leste.

Grandes lojas Harrods (metrô Knightsbridge) existe apenas uma e talvez seja a mais famosa loja de departamentos do mundo, já um patrimônio britânico. Uma tradição nas grandes lojas são as chamadas liquidações de janeiro, logo após aquele consumismo enlouquecido do Natal. Para brinquedos, a Hamleys (na Regent St., uma rua mais chiquezinha, saindo do metrô Oxford Circus) é uma das maiores da Europa.

Shopping Centers Não há muitos na concepção dos shoppings que temos no Brasil. Um deles é o Whitleys, em Bayswater (metrô Bayswater ou Queensway), na Queensway, rua que desemboca numa das entradas no Hyde Park.

Feiras
Mais do que mercados ou locais de compra, é a oportunidade de sair das áreas centrais, conhecendo um pouco mais de Londres por zonas menos turísticas com mercadorias novas e usadas.

Camden Market, metrô Camden Town, sáb/dom das 8h-18h. Uma das feiras mais alternativas de Londres (ainda que também uma das mais turísticas), seguindo toda a rua a partir da estação. Domingo pela manhã é um dia legal, com toda a efervescência característica.

Portobello Rd., metrô Notting Hill Gate, no tradicional bairro de Notting Hill, muito antes de Julia Roberts dormir com Hugh Grant naquele filme divertidinho. Durante a semana é um mercado de frutas e verduras; vá aos sábados pela manhã, quando há antigüidades, mercadorias de segunda-mão e todo tipo de objetos, não exatamente baratos, mas sempre pechincháveis. Caetano Veloso morava por ali e o bairro vizinho Bayswater, já foi conhecido como Brasilwater pela quantidade de brasileiros que viviam na área.

Brick Lane, metrô Aldgate East, domingos até às 14h. É o mercado dos imigrantes das ex-colônias britânicas. Interessante para quem quer conhecer uma outra face de Londres.

Brixton Market, metrô Brixton. De seg/sáb das 8h-17h30 (quartas até 13h). Bancas de verduras e mais adiante na área roupas novas e usadas. Uma região que provoca temor e paixão, longe do mundo turístico londrino.

Diversão
Shows têm todo o dia, e de repente você pega alguma de suas bandas favoritas. Em Londres você pode conferir pela revista Time Out ou naquelas casas que vendem ingressos (entre outros endereços, em Leicester Square e Oxford Circus).

Teatro britânico é muito popular. A chamada West End é a Broadway de Londres e os famosos musicais se encontram por lá, nas redondezas da Shaftesbury Avenue, entre Leicester Square e Covent Garden. Os ingressos são muito disputados, e você até encontra nas casas que só vendem isso (Ticket booth), pagando nem sempre o desconto que propagandeiam, apesar das filas existentes. Com sorte, você consegue os menores preços no próprio teatro, algumas horas antes do espetáculo. Bem menos conhecidos, mas talvez mais aclamados, são os fringe (à margem), o teatro menos comercial com textos mais ousados ou alternativos -, para quem tem um domínio melhor de inglês.

Cinema, os grandes telões estão em volta da praça de Leicester Square. Se vir uma multidão em frente a algum deles, provavelmente é uma pré-estréia com algum figurão hollywoodiano. No outro extremo (reprises) e bem próximo dali está o pouco ortodoxo Prince Charles, o ingresso mais barato de Londres (a partir de £2) com suas inevitáveis sessões cult de sexta-feira à meia-noite (ou horário próximo), a conferir.

Concertos e shows de jazz você pode conferir no já citado South Bank Centre e em Barbican (metrô Barbican ou Moorgate), onde também há teatro e cinema entre outra atrações. Palco sagrado do jazz mesmo é o Ronnie Scott's, talvez o mais famoso club de jazz do mundo, local onde tocaram todos os grandes nomes do gênero nos últimos 50 anos. No coração do Soho, na Frith Street quase esquina com a Old Compton Street, apresenta shows todas às noites. Música clássica você pode encontrar também no célebre Royal Albert Hall (metrô High Street Kensington ou Knightsbridge), cenário da memorável seqüência final do filme O homem que sabia demais, de Alfred Hitchcock.

Pubs funcionam só até 23h, quando toca o sininho. Mas achar que a noite termina a essa hora, só para quem não conhece Londres. Bares do Soho ficam abertos até tarde da noite, assim com dezenas de clubs. As discos de Londres são famosas como formadoras de tendências e talvez as mais freqüentadas sejam os clubs gays, mesmo pra quem não faz parte da tribo.

Arredores
Greenwich A 10km a sudeste de Londres. Você chega lá com o trem Docklands Light Railway, saindo da estação de Tower Hill. Ainda mais cênico (e caro, em torno de £7,50), pode-se ir de barco pelo Thames, partindo de South Bank. Chegando pela beira do rio, atravesse o túnel para a outra margem e siga em direção ao morro onde está o Observatório Real, fundado em 1675 por Charles II. Abre das 10h-17h, gratuito. É onde se localiza o meridiano que determina as horas do planeta (é aqui onde o bom turista tira aquela foto com um pé no Hemisfério Leste e outro no Oeste). O grande barato é quando a noite chega. Com a escuridão pode-se ver e curtir um cabo verde de laser cruzar o céu de Londres, delimitando a exata localização do meridiano. A linha parte do Observatório Real e segue muito longe, até onde seus olhos alcançam. Outras atrações funcio-nando no mesmo horário são o Cutty Sark, construído em 1869, foi um dos últimos navios a trazer seda e chá do Oriente aos ingleses, entrada a £3,90; e o National Maritime Museum, entrada gratuita. É um dos maiores museus de história naval existentes, caracterizando a região como uma verdadeira área náutica.

Kew Gardens Metrô Kew Gardens, abre de mar/ago de seg/sex das 9h30-18h30 e sáb/dom até às 19h30; set/out até às 18h, de nov/fev até 16h15 e fev/mar até 17h30, entrada £6,50/4,50 (estudante). Também conhecido por Royal Botanic Gardens, é o jardim botânico de Londres, que encanta pela graça do ambiente, suas jóias arquitetônicas e, é claro, a beleza e variedade da flora.

Windsor Castle Trens partem das estações de Waterloo ou Paddington para Windsor a cada 30 minutos. Entrada no castelo das 10h-16h (17h30 no verão, de abr/out), £11,50 para entrar. Este que é um dos maiores castelos habitados do mundo e tem sido residência real nos últimos 900 anos. Dentro do castelo, destaque a St. George's Chapel (fechado domingos) e ao State Apartments.

Hampton Court Palace Trens de Waterloo station até Hampton Court (cerca de 30 minutos), aberto seg das 10h15-18h, ter/dom 9h30-18h (no verão), seg 10h15-16h30, ter/dom 9h30-16h30 (inverno). O parque ao redor fica aberto das 7h ao anoitecer. Entrada £11/8,25 (estudantes e maiores de 65). Palácio do século 16, construído no estilo Tudor, foi utilizado por Henrique Vlll e 5 de suas 6 esposas. Confira o labirinto no pátio.