Dolores Roux/UOL
Prédio residencial, no lugar de um antigo palácio, em São Petersburgo Dolores Roux/UOL

Antiga capital czarista, São Petersburgo se torna um dos principais e mais elegantes centros culturais do Leste Europeu

Esqueça a imagem clássica de um brutamontes bebendo vodca com chapéu de pelos no inverno. A ex-capital do Império Russo, São Petersburgo, transpira nobreza e traz à luz um glamour inigualável em todo o mundo. A capital do czarismo russo é tão luxuosa que seus habitantes parecem não achar muita graça nas clássicas Paris e Roma, por exemplo. Herança e uma carga histórica longínqua, assinada por nomes épicos como Catarina ou Pedro, o Grande, fazem da cidade localizada na entrada do Golfo da Finlândia tão ou mais importante que Moscou.

Diferentemente da capital russa, a cidade que já se chamou Petrogrado e Leningrado é o berço da sociedade russa — assim como da burguesia que transformou o país. Artistas como o romancista Fiódor Dostoievski, que nasceu e viveu em São Petersburgo, fazem dela a capital cultural do país por excelência.

Mas as coisas começam a fazer sentido quando se descobre o desbunde protagonizado por czares e czarinas. A aura fina e delicada é comprovada na obra-prima de Alexander Sokurov, o "Arca Russa". No plano-sequência de 90 minutos, o cineasta discorreu sobre vitórias, fracassos e formação de uma civilização em um dos cenários mais pomposos da cidade: o Hermitage. O ex-Palácio de Inverno, que hoje é considerado o maior museu do mundo, consegue remeter quem o visita a uma época em que luxo e grandeza demais nunca eram o suficiente para quem detinha poder sobre 22.400.000 quilômetros quadrados do planeta. Fundada pelo czar Pedro, o Grande, em maio de 1703, a cidade serviu de capital do Império Russo por mais de 200 anos. E foi apenas depois da Revolução Russa de 1917 que a capital passou para Moscou.

Atualmente São Petersburgo é a segunda maior cidade do país, com cerca de 4,6 milhões de habitantes, e mais 6 milhões vivendo no entorno. Possui cena noturna e de diversão intensa, com compras e restaurantes. É considerada um dos principais centros culturais da Europa, além de ser um importante porto russo no Mar Báltico. O orgulho da cidade se dá também por seu protagonismo na História moderna. Foi em São Petersburgo que o Exército de Hitler acabou derrotado pelos soldados vermelhos.

Mas nem só de flores vive a metrópole mais elegante do Leste Europeu. Uma das principais famas da cidade diz respeito aos batedores de carteira. Assim como no "Pickpocket", filme de Robert Bresson inspirado no clássico "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoievski, turistas menos atentos têm grandes chances de perceber horas depois que foram furtados. Em vias e lugares cheios, como trens e estações de metrô, atenção nunca é demais. Uma vez vítima dos batedores, só resta enfrentar a burocracia russa para prestar queixa. Uma experiência que pode ser torturante, além de consumir um dia inteiro da viagem.

Coma com olhos, mas não toque. Atenção: apesar de tirar fotografias, em tese, ser um direito universal do turista, o melhor é ter cuidado e certificar-se antes de que fotos são permitidas. Apesar de não haver nenhuma placa com símbolo dizendo expressamente que não se pode fotografar — muito provável que estejam escrito somente em russo — o risco de ser multado (como, por exemplo, no metrô) é gigantesco.

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