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O Palácio do Parlamento, um dos pontos turísticos de Bucareste, é o segundo maior prédio administrativo do mundo Thinkstock

Classicismo e comunismo se mesclam nos ares de Bucareste, na Romênia

Conhecida antigamente como a Pequena Paris do Leste Europeu, Bucareste mantém viva sua nada linear história em elementos da arquitetura e da própria estrutura da cidade. De maneira única, a metrópole mescla o classicismo europeu com a dureza do comunismo, com construções gigantescas que vão de edifícios que são blocos de concreto a avenidas largas.

Dona de um povo amistoso e bastante próximo do que os brasileiros estão acostumados, a capital romena de quase dois milhões de habitantes pode parecer confusa em um primeiro momento. Mas o trânsito tendendo para o caótico, a falta de informação ao turista e mapas escassos não chegam a ser empecilho para quem busca entender a metamorfose da cidade --do classicismo, passando pelo comunismo e vislumbrando a Europa moderna.

Um pouco da clássica Bucareste ainda é conservada no centro e em avenidas principais, como a Calea Victoriei. Mas logo se percebe que em muitos pontos imperam os blocos soviéticos, herança de um projeto de redesenvolvimento levado a cabo pelo líder comunista Nicolae Ceausescu nos anos 80.

Além disso, a arquitetura eclética da cidade traz também construções entre-guerras e elementos modernos. Apesar de muito ter se pedido com guerras, terremotos e o projeto de Ceausescu, a cidade tem vivido uma espécie de renascimento, decorrente de um crescimento econômico e cultural, depois da entrada da Romênia na União Europeia, em 2007.

Mas é só quando se conhece a maior atração da cidade que começa a fazer sentido a identidade da capital romena. Dentre museus e prédios históricos, o Palácio do Parlamento, menina dos olhos do líder comunista, explica como a ideia de levar glamour e comunismo de mãos dadas funcionava no auge da União Soviética. Um dos principais satélites de Moscou, Bucareste sonhava em ser a capital moderna para o homem socialista moderno, nas palavras de Ceausescu.

A cidade que, reza a lenda, foi fundada no século 7 por um pastor chamado Bucur e, desde então, mantém o mesmo nome que recebeu nos tempos de Vlad, o Empalador, viveu de perto os momentos mais significativos da história contemporânea e é hoje um dos principais centros industriais da Europa Oriental.

Em sua memória, guerras, lembranças de um passado comunista e da chamada revolução, de 1989, na qual derrubaram o regime que a fazia parte da União Soviética. De olho no futuro, Bucareste luta para ser destaque entre as capitais europeias, três anos depois de a Romênia ter aderido ao bloco europeu.

Visita-la é, portanto, uma apetitosa viagem ao passado recente, ao berço de uma gastronomia única e marcante, aos hotéis charmosos e de perfis variados espalhados por toda a cidade, às ruas convidativas para um chá de fim de tarde, a formas difíceis de sair da retina. Não deixa de ser também um interessante exercício de futurologia, no qual se vislumbra a trajetória da identidade dos romenos, frente à atual unidade europeia.

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