Petr Josek/Reuters
Turistas se refrescam na praça da Cidade Velha de Praga, uma das capitais mais lindas da Europa Petr Josek/Reuters

Praga, na República Tcheca, mistura charme da Idade Média a efervescência cultural

O Leste Europeu está recheado de metrópoles bonitas, e Praga se destaca entre elas por um conjunto de fatores que fazem o visitante querer voltar. Com 1,3 milhão de habitantes, a capital da República Tcheca tem no turismo a sua principal atividade econômica, o que se revela em centenas de hotéis e restaurantes a preços módicos, e outros tantos onde o luxo e a sofisticação combinam com a arquitetura suntuosa e preservada. Dos dois lados do rio Moldava, o centro histórico de Praga é Patrimônio Cultural da Humanidade.

Na Cidade Velha, a Praça Central e seus arredores reúnem fachadas góticas, renascentistas, barrocas e neoclássicas, em monumentos como o Relógio Astronômico, o Palácio Goltz-Kinsky e a Igreja de Nossa Senhora diante de Tyn. A praça vive lotada durante o dia, atrai músicos e atores divulgando seus espetáculos, tudo sob a bênção de Jan Hus, o herói local da Idade Média que morreu nas fogueiras da Inquisição. A poucos passos dali, a Ponte Carlos leva ao Castelo de Praga e seus mil anos de história, o que inclui as disputas políticas e religiosas do Império Austro-Húngaro, da Primeira Guerra, da ocupação nazista, das décadas de comunismo soviético e, enfim, da Revolução de Veludo, esta no final do século 20, quando Praga se reinventou para o mundo.

O serviço público de metrô, ônibus e trams leva a todos os lugares que importam, com bilhetes interligados, mas em dias de temperaturas agradáveis vale a pena percorrer a cidade a pé. A visão do rio e dos belos parques e bosques do entorno refrescam a mente do peso da história (e seus períodos de trevas, lembrados na obra de Franz Kafka) que todos aqueles museus, galerias  e fachadas lindamente preservadas representam. As águas em movimento convidam a uma cerveja, a bebida nacional dos tchecos, e também a ouvir música, clássica ou contemporânea, na cidade que idolatra os compositores Dvorák e Smetana e onde Mozart tocou órgão na Igreja de São Nicolau, em 1787, quatro anos antes de morrer.

Existem apelos ao consumo por toda a parte, grifes luxuosas reunidas na rua Pariszka, no bairro Josefov, reduto de sinagogas e da comunidade judaica, mas não espere pelos maiores e melhores shoppings centers do universo.  Ícones da arquitetura como a Torre de TV e a loja de departamentos Kotva lembram que a opressão comunista na então Tchecoslováquia durou quatro décadas, até novembro de 1989. A famosa irreverência dos tchecos não deixa de ser uma forma encantadora de sobrevivência, de mostrar aos estrangeiros que eles já viram de tudo.

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