Marcel Vicenti/UOL
Artesanatos são vendidos em mercado, o chamado 'souk', da cidade de Marrakech Marcel Vicenti/UOL

Entre a costa africana, montes nevados e o Saara, Marrakech revela o lado mais exótico da cultura muçulmana no Marrocos

As distâncias religiosas e de costumes exercem enorme fascínio aos viajantes ocidentais que se aventuram no exótico mundo muçulmano. Localizada no centro-sul do Marrocos, Marrakech é uma ótima opção para se conhecer a genuína cultura islâmica.
 
Na encruzilhada entre o Saara e o litoral atlântico da África, a cidade é a mais preservada de influência europeia em relação a outros pontos turísticos ao norte, como Casablanca, Tanger ou a capital Rabat. Marrakech tem também ótima infra-estrutura turística e clima acolhedor aos estrangeiros, além de oferecer roteiros nos arredores que vão desde um passeio à costa, visita aos picos nevados do Atlas ou dormir no deserto.
    
Fundada no século 11, Marrakech teve tempos de apogeu, como a ocupação moura na Península Ibérica, alternados por guerras e invasões. Até os anos 1950, o Marrocos sofreu a influência de colonizadores espanhóis e principalmente franceses, que ainda dominam o país cultural e economicamente. Por outro lado, um traço marcante de Marrakech é sua ligação com as tribos berberes, como são conhecidos os povos nômades do interior.
 
Os tempos de glória muçulmana estão muito presentes nos jardins, belíssimos palácios e mesquitas, como a Kutubiyya. Seu imenso minarete pode ser visto a quilômetros de distância, enquanto logo abaixo se abre um imenso jardim com laranjeiras e palmeiras. Infelizmente, o acesso aos templos é vedado aos não-muçulmanos. A única opção de visitação ao turista é a grande mesquita de Casablanca.
 
Com um milhão de habitantes, Marrakech é uma das metrópoles mais emblemáticas do Magreb, que compreende toda a região de domínio cultural muçulmano no norte da África. Um traço marcante da cidade é seu trânsito frenético de motocicletas, carros velhos e carroças que obriga o visitante a ter muita atenção ao caminhar nas ruas e até pelas calçadas. Por outro lado, oferece tranquilos refúgios em praças e parques, onde os marroquinos, muito conversadores, se encontram para colocar o assunto em dia. 
    
Há ainda uma elegante área fora da Medina, o bairro de Guéliz. Ali se concentram os hotéis de luxo, novos edifícios comerciais, bares e restaurantes da moda, onde se destaca a culinária contemporânea, sobretudo de influência francesa. Marrakech atrai também o turismo cinco estrelas com enormes resorts e campos de golfe.
 
Na Praça Djmeaa El-Fna, o visitante consegue provar todo tipo de comida local, seja nos restaurantes ou em barracas na rua.
    
Além da área urbana, a posição privilegiada do seu núcleo urbano permite chegar sem dificuldade a diversas atrações nos arredores. Um itinerário imperdível, a 150 quilômetros, é a pacata cidade litorânea de Essaouira, onde se destaca um belíssimo forte português do século 16. Ou pode-se visitar a cordilheira do Atlas, uma série de picos nevados distante a menos de uma hora do centro. Para quem busca um pouco mais de aventura, é possível ainda acampar em um oásis sob o céu estrelado do Saara.

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