Patrick Kovarik/AFP
Catedral de Notre-Dame iluminada durante a noite, em Paris Patrick Kovarik/AFP

Dos imponentes boulevards às ruelas mais escondidas, descubra o charme de Paris

Não é apenas de cartões-postais que vive Paris. Mesmo sendo um dos principais destinos turísticos do mundo, a cidade ainda conserva um charme discreto, com seus pequenos segredos que podem ser encontrados tanto nos imponentes boulevards quanto nas ruelas mais escondidas. O Museu do Louvre, o Centro Georges Pompidou, o Museu Rodin, todos os quase 150 museus da cidade não são os únicos a contar a sua história. Conhecer Paris é encontrar aquele bistrot escondido no final da próxima travessa à esquerda, é descobrir uma loja de antiguidades tão antiga quanto a memória de seus objetos, é visitar um, dois, três bares de vinhos, uma pequena igreja numa pequena praça, se deparar com uma fanfarra tocando na saída daquela estação onde você chegou sem querer, depois de se perder nas baldeações entres as 14 linhas de metrô. Paris é convidativa aos pedestres, às caminhadas, às descobertas de suas minúcias carregadas de vida e história.

A cidade-luz tem uma luz que é só dela. Luz que atravessa os vitrais da Notre Dame e aquece a charmosa arquitetura das margens do rio Sena. O sol transversal que faz brilhar o bege dos prédios haussmanianos e ilumina as telas de artistas como Monet, Cézanne e Van Gogh, que retrataram a beleza das ruas de Paris. Só não confie no verão francês. O calor intenso dura alguns poucos dias, e o resto do ano tem o tom cinzento do inverno europeu. O que não é menos charmoso.

Paris tem o cheiro da baguette. Mas tem também as ostras do mediterrâneo, os crepes bretões, o foie gras do sudoeste, os queijos de cabra de Savoie. É a terra dos singelos prazeres, como degustar uma tarde de sol e um vinho rosé no terraço de um bar em Montmartre, beliscando escargots. Sim, a vida aqui parece um filme.

Um filme surrealista, por vezes. A aristocracia tradicional divide os 105 km2 da área da cidade com estudantes estrangeiros, imigrantes vindos de ex-colônias francesas, europeus do leste, do oeste, chineses, além dos muitos franceses que resolvem fazer a vida na cidade grande. Capital de um país governado há 16 anos pelos conservadores, Paris, com cerca de 2,2 milhões de habitantes (mais de 11 milhões na região metropolitana), continua recebendo um alto número de estrangeiros que vêm aproveitar dos benefícios do Estado, apesar das políticas desenvolvidas nos últimos anos para conter a imigração. De uma maneira desajeitada, um pouco a contragosto, Paris abriga a diversidade.

E Paris dorme cedo. Paris come bem. Paris fala inglês, mesmo se seu sotaque varia entre o charmoso e o incompreensível. Guardada no coração de muitos como a cidade mais bonita do mundo, o berço da cultura ocidental é passagem indispensável para quem viaja pela Europa.

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