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Fachada do palácio Kyongbok, em Seul, na Coreia do Sul Thinkstock

Templos budistas, palácios centenários e edifícios modernosos convivem harmonicamente em Seul

A exemplo de Tóquio, a capital da Coreia do Sul é uma daquelas típicas metrópoles em que o novo e o antigo convivem pacificamente no mesmo território. É muito curioso observar os edifícios espelhados típicos do mundo atual em contraste com tradicionais templos budistas. O país todo tem mais de três mil templos para uma população de 48 milhões de habitantes, o dobro de pessoas da Coreia do Norte. Um dos motivos dessa desproporção é que, durante os três anos da Guerra da Coreia, no comecinho da década de 1950, muita gente do outro lado da fronteira fugiu para a porção meridional da península, que permanece dividida e tem um governo comunista do lado norte.

Aquela porção é bem diferente da Coreia do Sul, que é simplesmente a 12ª maior economia do mundo e tem um PIB per capta 12 vezes maior que o do vizinho. Além de inundar os países capitalistas com produtos baratíssimos, a Coreia do Sul também tem se aproximado do mundo ocidental ao abrigar eventos de grande projeção internacional: as Olimpíadas de 1988 e a Copa do Mundo de 2002, que também teve jogos no vizinho Japão. Hoje permanecem de pé em Seul a vila olímpica e seu estádio Sang-am, de última geração. A modernidade de Seul (chamada de Seoul na língua inglesa) chega até aos vasos sanitários dos banheiros dos grandes hotéis, com seus botões para lavar e secar com ar quente as partes íntimas, parecendo um bidê da casa dos Jetsons.

Ao lado disso, alguns dos atrativos turísticos que mais chamam a atenção dos visitantes são suas riquezas antigas, como os gigantescos palácios das dinastias que comandaram o país no passado. O Changdeokgung data do século 15, e o Gyengbokgung abriga um museu do folclore, por exemplo. Também os templos budistas atraem estrangeiros e inclusive têm programas especiais de visitas com hospedagem. Outros pontos de interesse da cidade são as zonas comerciais e os mercados lotados de lojas e barraquinhas com uma infinidade de produtos a preços baixos. Os mais famosos são o Namdaemun e o Dongdaemun. A variedade é gigantesca e vai de roupas a eletrônicos. Por isso é sempre bom embarcar com espaço na bagagem ou mesmo levar uma mala vazia, para ser preenchida apenas na volta.

Seul, além de todas essas riquezas, ainda preserva o ambiente. Um passeio de barco pelo rio Han, que corta a cidade de leste a oeste e totaliza 27 pontes, mostra como suas águas são límpidas. Prova disso são as velas de windsurfe que pontuam a paisagem. Também o riacho Cheonggyechon é um exemplo de curso d'água transparente. E fica em plena Downtown.

Para ver tudo isso do alto, nada melhor do que subir a Torre de Seul, com seu observatório de 360 graus. Ele descortina a densa vegetação do parque Namsan, onde está localizada a construção, e também um mar de prédios a perder de vista. É um retrato abrangente da cara de Seul.

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