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"Polinésia brasileira", Praia do Forte não perde o ar bucólico apesar da invasão dos sofisticados resorts e das lojas de grifeArte UOL

Há muitos anos, a Praia do Forte deixou de ser apenas uma aldeia de pescadores perdida no meio do paraíso. O capital chegou com força ao
marco zero da Linha Verde, trazendo suas redes hoteleiras internacionais, lojas de grife, restaurantes e serviços cada vez mais sofisticados -e caros.
Mas, a despeito das tentações do consumo, a
"Polinésia brasileira" não perdeu seu ar bucólico. Ao contrário, quem chegou por último teve que se adaptar ao padrão rústico e despojado. Tanto que o eucalipto é matéria-prima indispensável para qualquer nova construção.
No calçadão, os painéis luminosos não têm vez. Todas as placas são feitas
artesanalmente, em madeira ou pedra, conferindo a sensação de harmonia com o ambiente.
Mas nada disso seria suficiente se não houvesse na Praia do Forte a mais pacífica
convivência entre locais e turistas. Com apenas 4.000 habitantes e uma população flutuante que chega a dobrar na alta estação, Praia do Forte é um típico vilarejo tropical com índices sócio-econômicos de Primeiro Mundo. Um lugar onde o pleno emprego afugenta a mendicância e onde os serviços públicos funcionam de verdade. Tudo isso a apenas 50 km de distância do aeroporto de Salvador.
Segundo um levantamento feito pela prefeitura de Mata de São João, segurança e conforto não são os maiores atrativos de turistas, mas as
belezas naturais. A começar pela própria praia, cuja areia branca, os coqueirais e a água morna e cristalina e das deliciosas piscinas naturais à beira-mar formam um cenário impagável. As praias do Lorde e Papa-gente são as mais procuradas.
Da Praia dos Pescadores saem os passeios de barco para visitação de
baleias jubarte que entre os meses de julho e outubro migram do continente antártico para fazer o acasalamento nas águas quentes do litoral baiano. É ali também que fica a mais importante base do Projeto Tamar, que abriga não só tartarugas gigantes como diversas espécies marinhas em extinção, como tubarões-lixa e arraias.
Para quem prefere algo
mais radical, a Praia dos Pescadores também é ponto de partida para vôos de parasail -espécie de pára-quedas rebocado por lancha que leva o aventureiro a até 60 metros de altura do nível do mar. Outra pedida é a pesca oceânica, a bordo de lanchas que percorrem até 5 milhas da costa.
Do outro lado da Estrada do Coco, os amantes do turismo de aventura vão se deliciar com as sete trilhas da
Reserva Ecológica Sapiranga, formada por 600 hectares de mata atlântica totalmente preservada e que podem ser percorridas andando (trekking), a cavalo ou pilotando um quadriciclo alugado na vila. Rafting pelas corredeiras do Rio Pojuca, tirolesa, arvorismo e passeios de barco para observação de espécies raras estão entre as opções de diversão.
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