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Fernando de Noronha

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Praias


São 18 praias de qualidades distintas, somando as do Mar de Dentro (lado voltado para o continente) com as do Mar de Fora (onde a ilha se volta para a África).

Nas proximidades da Vila dos Remédios, no centro da ilha, as praias de Santo Antônio, do Meio, da Conceição e do Boldró têm ondas altas de novembro a março, boas para surfe.

Ainda no Mar de Dentro, rumo ao sul da ilha, os principais refúgios paradisíacos são a Baía dos Porcos, de curta extensão, com recifes e piscinas naturais cheias de peixes, e a Baía do Sancho, uma enseada para mergulho, observação de corais e desova de tartarugas marinhas, o que limita, mas não impede a freqüência, de janeiro a junho.


No Mar de Fora, as mais bonitas e procuradas são as praias do Leão, extensa, de areia em tons vermelhos, e a praia da Atalaia, tão especial que o acesso dos "instrusos" é rigorosamente contado a cada dia - é preciso pegar ingresso no Centro de Visitantes para ir até lá. Os mergulhos para ver os peixes não podem passar de 20 minutos. Até filtro solar é proibido, para não sujar a água cristalina do santuário.




Lugares históricos


Os portugueses ergueram muitas fortificações durante o século 18, após invasões holandesas e francesas. Restam apenas ruínas da maior parte das construções, algumas transformadas em mirantes, como o forte São Pedro do Boldró, na praia de mesmo nome. Na praia de Santo Antônio estão os restos do forte de Santo Antônio e, na Baía do Sueste, o que sobrou do forte São Joaquim. Ao forte Dois Irmãos chega-se por uma trilha desde o penhasco da Baía dos Porcos.

A Vila dos Remédios, núcleo urbano desde as quase três décadas de ocupação holandesa, no século 17, ostenta as muralhas da fortaleza homônima, com canhões, e a igreja de Nossa Senhora dos Remédios, cuja construção se iniciou em 1737. A primeira restauração foi em 1891 e a mais recente, em 1997, quando o espaço recebeu iluminação noturna.

A Aldeia dos Sentenciados, perto do Palácio São Miguel, sede da administração de Fernando de Noronha, lembra que o isolamento das ilhas serve historicamente aos presídios. Nas celas coletivas e individuais foram acomodados soldados durante a Segunda Guerra.

Na ponta norte da ilha, onde se encontram os mares de dentro e de fora, a capela de São Pedro dos Pescadores serve de rico mirante para ilhas desertas. Denominada "Air France", esta área não é recomendada para banhos.

Trilhas


As caminhadas devem ser feitas logo cedo, pela manhã, ou até o final da tarde, para aproveitar o pôr-do-sol. São oito as trilhas já desenhadas, das tranqüilas e curtas às longas e arriscadas, com trechos sobre pedras.

A Costa Azul vai do centrinho à praia do Boldró, e a partir daí a trilha ganha um nome mais inspirador, Costa Esmeralda, passando pelas praias do Americano, do Bode, da Cacimba, do Padre (reduto de surfistas) e indo até a Baía dos Porcos. Ambas têm acesso livre e duram cerca de duas horas cada.

Para a trilha dos Golfinhos é necessária a companhia de um condutor credenciado. Ela parte da Baía do Sancho e é uma das mais encantadoras e memoráveis de Fernando de Noronha. Do alto da falésia de 70 metros, no fim da trilha, o caminhante avista centenas de seres saltitantes e barulhentos no seu refúgio: a Baía dos Golfinhos.

No Mar de Fora, destacam-se caminhadas mais longas com trechos íngremes, que vão do sul da ilha, a Ponta Capim-Açu, até a praia do Leão; ou da Baía do Sueste, com as ruínas do forte, até as piscinas da praia da Atalaia, cujo acesso é restrito.

Mergulhos


As águas cristalinas e as exuberantes flora e fauna marinha fazem de Fernando de Noronha um dos melhores lugares de mergulho do mundo. A visibilidade alcança dezenas de metros no fundo do mar: as cores das rochas, corais, peixes e tartarugas são nítidas.

Muita gente aproveita para fazer nas águas do arquipélago o chamado "batismo", o mergulho inaugural, para quem nunca botou um colete com cilindro de oxigênio nas costas. Em alto mar, os batismos se fazem acompanhar por um instrutor individual, duram cerca de 30 minutos e são limitados a baixas profundidades, de 10 a 16 metros.

Visitantes mais entusiasmados complementam a experiência com cursos básicos de quatro ou cinco dias, com aulas teóricas e práticas, saídas para quatro mergulhos e certificado, ao final, que permite descer a 25 metros de profundidade.

Mergulhadores profissionais têm dezenas de pontos à disposição, entre eles visitas a cavernas, ao Pontal do Norte e à corveta naufragada, cujo canhão está coberto de esponjas, a 60 metros de profundidade.

Mais informações podem ser obtidas com as operadoras de mergulho Águas Claras (www.aguasclaras-fn.com.br), Atlantis (www.atlantisdivers.com.br) e Noronha (www.noronhadivers.com.br). Os sites disponibilizam vídeos das aventuras submarinas.

Passeios de barco


Partindo do Porto de Santo Antônio, a operadora Naonda (www.barconaonda.com.br) promove passeios que percorrem seis pontos do Mar de Dentro: as Ilhas Secundárias; a Praia do Cachorro, de águas calmas; a Baía dos Porcos, onde o azul encontra a escuridão das rochas; a Ponta da Sapata, no extremo sul, com cavernas e arraias para o deleite de mergulhadores de nível avançado; a Baía dos Golfinhos e a Baía do Sancho, enseada onde a parada do barco para banho e mergulho livre é permitida. A embarcação Happy Days (www.barcohappydays.com.br) realiza um trajeto semelhante, e a Abatur (Associação dos Barqueiros) tem mais opções de passeios no telefone (81) 3619-1360.

A pesca em alto-mar para turistas é uma novidade relativa no arquipélago. Os barcos e a infra-estrutura são reservados em geral para grupos, para o dia inteiro ou meio período. Com sorte, os pescadores podem exibir na volta marlins azuis, dourados, albacoras e cavalas gigantes. Algumas operadoras e embarcações autorizadas são a Drina, a Happy Days (www.barcohappydays.com.br) e a Bombordo, telefone (81) 3227-0100.

Vida noturna


Para quem ainda tiver energia depois de horas de atividades, vale a pena assistir aos vídeos e palestras no Centro de Visitantes, sede do Projeto Tartarugas Marinhas (Tamar). Todas as noites, a partir das 20h30, com um tema por vez: tubarões, golfinhos, tartarugas, Atol das Rocas. Dá para conhecer moradores e turistas de várias partes do país e do mundo e ouvir como cada sotaque descreve as descobertas no gigantesco aquário natural. Tel: (81) 3619-1171.

Depois das palestras, o ponto de encontro passa a ser o Forró do Cachorro, na Vila dos Remédios. Às vezes tem luau no Bar do Duda Rei, na praia da Conceição, ou música ao vivo na Pousada do Zé Maria, e sempre há restaurantes abertos até tarde.

Gastronomia


A cozinha regional é saborosa e merece a atenção dedicada a um evento. É do mar que vem boa parte da comida de Noronha. A gastronomia local desenvolveu acepipes exclusivos, como o tubalhau - bolinho leve preparado com a salga do pescado e macaxeira - e a tubalhoada - lascas de tubalhau alternadas com camadas de batata, cebola e tomate.

Nos restaurantes e bares da ilha também é possível provar moquecas de peixes, frutos do mar e pratos variados com lula, lagosta, mexilhão e polvo. Carnes também são servidas em alguns estabelecimentos, assim como pratos da cozinha internacional.

Guias de restaurantes:

Site do governo de Pernambuco
www.noronha.pe.gov.br

Guia 4 Rodas
guia4rodas.abril.uol.com.br

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