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Maragogi

Cris Gutkoski/UOL

Maragogi, em Alagoas, tem águas cristalinas que realçam as cores das barreiras de corais
Arte UOL
A fé remove as nuvens. Em balneários como a pacata Maragogi, no litoral norte alagoano, os movimentos de moradores e turistas são ditados por dois elementos: sua excelência, o Sol, e os horários da tábua de marés. A luz forte deixa a água do mar ainda mais cristalina e realça as cores das barreiras de corais nas galés, as piscinas que são a principal atração do lugar. Se o guia do catamarã com dezenas de passageiros está garantindo que pensamento positivo traz tempo bom, então não custa obedecer quando ele pede: 'Alegrem-se! Vocês vão conhecer um lugar belíssimo!'.

A Costa dos Corais é uma APA (Área de Preservação Ambiental) desde 1997, que abrange 135 km da costa brasileira, de Tamandaré, em Pernambuco, até Paripueira, em Alagoas. As galés de Maragogi, distantes 6 km da praia central da cidade, ficam no miolo deste rico ecossistema.

O turismo que desenvolve a economia permite o contato direto com os recifes de corais, rochas imensas, ao mesmo tempo rígidas e delicadas, formadas por organismos com esqueleto calcário. Os corais são bastante sensíveis ao aquecimento global e à poluição. Alguns cuidados são tomados para reduzir os danos à vida marinha. Nas piscinas de água rasa, é proibido usar nadadeiras e alimentar os peixes, por exemplo.

Os passeios de catamarã ou lancha para mergulhar nas galés são o carro-chefe da programação de um dia em Maragogi, em pacotes que partem de Maceió, 130 km ao sul, ou de Recife, 125 km ao norte. Se o turista deu sorte e chega num dia de maré mínima em seu ponto mais baixo, entre 0,1 m e 0,2 m de altura, ele enxerga uma paisagem fantástica: grandes extensões de recifes de corais expostos, água transparente pelos joelhos, bancos de areia onde os guias de mergulho aproveitam para jogar futebol em alto-mar.

Com a maré mais alta, entre 0,4 m e 0,7 m, em dias de correnteza forte, aumentam as dificuldades para se movimentar entre os corais e o risco de machucá-los. Em qualquer situação, é possível mergulhar com snorkel ou cilindro, este com acompanhamento de guias, a 5 metros de profundidade, o que permite enxergar pontos distantes e ainda intocados dos recifes coralinos. Peixinhos escondidos em grutas, anêmonas, corais-cérebro e algas multicoloridas.

Se o turista não levou câmara fotográfica submarina, fotógrafos-mergulhadores se oferecem para registrar as aventuras aquáticas e devolver as imagens em CDs. Com o detalhe que eles burlam a proibição de alimentar os peixes, atraindo cardumes para as fotos com farelos de comida escondidos nas pulseiras.

Graças à estrutura crescente de resorts, hotéis e pousadas, Maragogi alcançou o status de segundo pólo turístico de Alagoas, atrás apenas da capital. Estadias de alguns dias permitem visitar várias praias de águas cálidas e transparentes, menos urbanas e mais rústicas, sempre protegidas por coqueirais, como Bitingui, ao sul, e Ponta do Mangue, ao norte.

A cidade tem cerca de 25.000 habitantes. No centro, nas proximidades da praça da Igreja de Santo Antônio, cercada pelas vans que fazem o transporte dos moradores, um dos prédios mais imponentes é o da agência do Banco do Brasil. O agito social se concentra no calçadão da praia de Maragogi, área com bares, restaurantes, lojas e agências de receptivo.

No circuito off-Maragogi, impõe-se uma visita à cidade de Japaratinga, a 10 km de distância. Ali o litoral é mais recortado. No alto do morro da Biquinha, uma pousada de luxo franqueia uma vista espetacular do mar e do relevo. Na praia de Bitingui, a Vila Bitingui convida os caminhantes a descansar em redes sob coqueiros, com garçons servindo drinques, petiscos e refeições.

Japaratinga é menor do que a vizinha famosa, tem cerca de 7.500 habitantes. No centro, a agência dos Correios fica a poucos passos da igreja e da prefeitura, ambas diante da Praça das Candeias, onde os moradores se protegem do sol e vêem a vida dos outros passar, a pé ou de motocicleta, o transporte popular da cidade. O condutor usa capacete, o passageiro não.

Maragogi e Japaratinga são daqueles lugares gostosos de descobrir. São garantia de agenda lotada de boas experiências e de férias cheias de recordações.

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Guia de Maragogi
www.maragogi.tur.br

Guia de Japaratinga
www.japaratinga.tur.br

Instituto Recifes Costeiros
www.recifescosteiros.org.br

Secretaria de Turismo de Alagoas
www.turismo.al.gov.br

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