Vende-se de tudo nos mercados instalados nas ruas de La Paz. Como em um camelódromo gigante, as barracas e vendedores ambulantes lutam por espaço nas calçadas, oferecendo desde aparelhos eletrônicos de origem duvidosa até intrigantes fetos de lhama fossilizados.
No mais singular de todos, o Mercado de las Brujas, o intrigante produto animal é vendido pelas feiticeiras indígenas para compor a "mesa blanca", a tradicional oferenda para a "Pachamama". No idioma aimara, as bruxas são chamadas de "Kallawayas", que significa levar a medicina nas costas.
Essas mulheres poderosas explicam que no ritual andino o feto representa o filho perdido da Mãe Terra. Nas barracas da "Calle Linares" também se encontra flores, perfumes, amuletos, sementes e ervas medicinais, poções supostamente mágicas, ou seja, antídotos contra todos os males.
Bem perto dali, na "Calle Sagárnaga", o turista pode comprar uma lembrança menos inusitada da Bolívia no mercado de artesanato e antiguidade. Cerâmicas, mantas e ponchos de lã de alpaca, madeira trabalhada a mão, objetos de prata, tecidos de múltiplas cores, instrumentos musicais andinos e tudo quanto é tipo de suvenir.
Entre as lojas da rua de pedra e suas adjacentes, a Mama Coca (Pasaje Jimenez, 872, tel(591 2) 2319816) se destaca por vender também vários modelos de máscaras que são usadas pelos bailarinos das festas folclóricas.
O mercado da "Calle Buenos Aires" é o centro das muambas, sobretudo, roupas de "marcas", eletrodomésticos e equipamentos de som e imagem. No lugar, que é super-ultra-mega movimentado, deve-se estar atento com os pertences.
Todo dia 24 de janeiro acontece na cidade a Feira de Alasitas, em que predominam os trabalhos em miniatura que refletem a habilidade dos artesões locais. Na feira dedicada à Ekeko, o deus da abundância, as pessoas devem comprar miniaturas dos bens que desejam obter durante o ano, acreditando que Ekeko as ajudará na missão.