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Na fronteira com Argentina e Paraguai, Foz do Iguaçu, no Paraná, destaca-se pelas cataratas e pela rica faunaArte UOL

Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, tem o
parque nacional mais visitado do Brasil. A cada mês, milhares de brasileiros e estrangeiros percorrem a trilha na mata diante das
cataratas do rio Iguaçu, um colosso da natureza.
O impacto visual e sonoro da força das águas, despencando de "degraus" que variam de 40 m a 85 m de altura, revigora os sentidos. Difícil é se despedir daquela paisagem em frenético movimento. O Parque Nacional do Iguaçu é administrado pelo Ibama e empresas privadas, parceria que trouxe uma
eficiente infra-estrutura de praças de alimentação, lojas, ônibus, agências de passeios e esportes radicais.
O ano de 2007 acrescentou a novidade das visitas noturnas às cataratas, os chamados
'luaus', em noite de lua cheia e luz prateada.
Região de fronteira com
Argentina e Paraguai, onde os profissionais do turismo são pelo menos bilíngües, Foz do Iguaçu oferece atrações de vários tamanhos, das gigantes às pequeninas.
Bem próximo das cataratas, por exemplo, está o
Parque das Aves, criado em 1994 pelo casal alemão Denis e Anna Croukamp. Não deixe de visitar este pedaço de
mata nativa e sua encantadora população animal. Invente uma brecha no tempo para percorrer com calma os viveiros em que araras azuis se mostram em pleno flerte, e os
flamingos parecem ter vestido joelheiras de cor rosa fosforescente só para impressionar os turistas.
Há aves ameaçadas de extinção no grupo, como o cuiú-cuiú, o mutum-cavalo e o macuco. Outras vieram de muito longe, da África e da Ásia. Didáticos, os painéis em
três idiomas da trilha informam que o grito do tachã se faz ouvir a três quilômetros e que a hárpia é predadora desde o ninho: o filhote mais forte mata o mais fraco.
Depois de encher os olhos com a beleza distante das cachoeiras, vale a pena aproximar o rosto e notar os vários
tons de azul do bico da gralha-picaça, ou a incrível delicadeza das penas negras da vulturina, com poás brancos se transformando em listras. Répteis, sagüis e borboletas completam o cenário de selva sob controle.
Na Argentina, perto da Garganta do DiaboMenor do que o vizinho brasileiro, o Parque Nacional Iguazú,
na Argentina, merece um dia inteiro de visita, pela diversidade dos trajetos que oferece. É tranqüilo chegar lá sem guias, apenas com transporte público. São três as trilhas principais, reformadas em 2001, e uma ampla estrutura de alimentação e serviços.
No circuito superior, o mais rápido, as quedas são apreciadas desde o alto, com
visão panorâmica das ilhas da região. O circuito inferior tem centenas de degraus, mas o esforço físico se faz recompensar pelos ângulos surpreendentes. O clímax fica reservado ao Salto Bosseti: quem vai até o final da passarela pode praticamente
tocar a cachoeira, voltar encharcado e feliz pela aventura.
Um "trem ecológico" leva os visitantes pela mata até a trilha, suspensa sobre o rio Iguaçu, para a
Garganta do Diabo. São 2.200 m (ida e volta). Ao final, o conjunto de quedas em formato de ferradura impressiona pelo volume e
violência das águas. De novo, são grandes as chances de voltar molhado e com um sorriso de ponta a ponta.
No parque argentino, uma placa homenageia Alvar Nunez Cabeza de Vaca, o espanhol que descobriu as cataratas do Iguaçu em 1541, quando buscava um caminho para o rio da Prata. O rio Iguaçu tem 910 km de extensão, nasce na Serra do Mar e corre para o continente.
Segundo geólogos e historiadores, as cataratas na foz do rio se formaram entre 1 milhão e
1,5 milhão de anos atrás. Os diferentes "degraus" dos quais as águas caem se devem a derrames de
lavas vulcânicas basálticas ainda no período Cretáceo. Os cânions foram escavados pela erosão natural.
Itaipu e esportes radicaisFoz do Iguaçu viu sua população se multiplicar a partir dos anos 70, com a construção da
Hidrelétrica de Itaipu, uma obra monumental de engenharia que também recebe milhares de visitantes por mês. O complexo turístico de Itaipu conta com museu, reserva biológica e canal para reprodução de peixes.
Procurada tanto por executivos como por jovens mochileiros europeus e norte-americanos, a cidade turística vem incrementando as opções de lazer para quem quer
agito junto da natureza e também para quem precisa
relaxar. Vários hotéis oferecem serviços de spa. Agências locais proporcionam atividades como trilhas, rafting, rapel, escaladas, passeios de barco e a mais procurada das aventuras, a ida de
lancha até as quedas d'água.
Somando os parques, os esportes, os cassinos e as compras nos países vizinhos, os pacotes tradicionais de quatro dias em Foz do Iguaçu podem submeter o turista a uma
maratona. Há sempre o tempo gasto nas filas das bilheterias ou na espera por ônibus e trens de transporte até as atrações.
Relaxe: a paisagem em volta é muito bonita. Com sorte,
quatis e tucanos vão lhe fazer companhia na fila. E não se esqueça de uma capa impermeável comprida para aproveitar melhor a proximidade das cachoeiras. Água ali não é brincadeira.
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Foz do IguaçuVocê já esteve neste destino?NO UOL
Folha Turismo Cataratas viram pano de fundo em Foz do Iguaçu (série de seis reportagens)Viaje AquiOnde é melhor passear, ficar e comer em FozFoz tem a atração mais visitada por estrangeirosGrupo ViagemTome um banho nas cataratas do IguaçuPORTAIS REGIONAIS
Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçuwww.fozdoiguacu.pr.gov.br/turismo/Ligue grátis: 0800-45-1516
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