Do Futuro - Famosa pela movimentação das grandes barracas de praia, que agregam bares, restaurantes, casas de shows, parques aquáticos, recreação infantil e relax para adultos, como massagens e terapias. São 8 km de extensão, com larga faixa de areia e mar recomendado para banho e surfe.
Iracema - Ao lado da praia de Meireles, é boa para ver o pôr-do-sol desde a Ponte dos Ingleses, construída em 1923, e, dali, seguir para a vida noturna das redondezas. Com recifes e águas quase sempre poluídas.
Meireles - Diante de grandes hotéis, abriga uma importante feira de artesanato, diária, a partir do final da tarde, num agradável calçadão que serve para longas caminhadas dos moradores e turistas, paqueras e descanso na sombra das árvores. Também tem quadras de esporte. É poluída, porém.
Mucuripe - "As velas do Mucuripe/ vão sair para pescar/ vou levar as minhas mágoas/ pras águas fundas do mar/ hoje à noite namorar/ sem ter medo da saudade/ sem vontade de casar". Dá para imaginar Elis Regina cantando a letra de Fagner e Belchior quando as jangadas e barcos despontam no caminho do mercado de peixes e lagostas. A paisagem de coqueiros e areias claras impressiona, mas é poluída para banho. Sem vontade de entrar na água. Aqui jaz em estátua Iracema, personagem de José de Alencar, a índia tabajara que namorou um colonizador português, e ainda chora a partida do amado e do filho do casal, petrificada.
Sabiaguaba - A 20 km do centro, ao sul da praia do Futuro, as águas calmas e a infra-estrutura de barracas em larga faixa de areia atraem pescadores. O mar aqui tem tons vermelhos porque se mistura com o rio Cocó.
Volta da Jurema - Entre Mucuripe e Meireles, o que a torna também poluída, tem boa oferta de restaurantes.
Museu de Arte Contemporânea - Espaço nobre do Centro Dragão do Mar para a arte multimídia e outras experimentações do gênero. Em 2007 foi inaugurado o projeto Americanidade, para artistas latino-americanos contemporâneos. Também recebe, em exposições itinerantes, obras de artistas consagrados como Di Cavalcanti. Rua Dragão do Mar, 81, Iracema, tel: (85) 3488-8600.
www.dragaodomar.org.brMuseu de Arte e Cultura Popular - Inaugurado nos anos 70, exibe centenas de peças que dão conta da riqueza do artesanato e da arte popular cearense. Na exposição, em ampla galeria, o trabalho mais tradicional dos artesãos dialoga com a linguagem contemporânea de artistas locais, pintores e escultores, evidenciando a inspiração e memória recíprocas. Rua Senador Pompeu, 350, tel: (85) 3101-5508.
Museu do Automóvel - Entre as cerca de 50 raridades das marcas Cadillac, Fiat, Ford e Chevrolet, está um automóvel Ford de 1917, anterior à fabricação de modelos da marca no Brasil. O museu foi inaugurado em 1981. Av. Desembargador Manoel Sales de Andrade, 70, Edson Queirós, tel: (85) 3273-3129.
Museu da Cachaça - Em Maranguape, a 30 km de Fortaleza. Trata-se de uma ampla estrutura de lazer para adultos e crianças, na sede de uma fazenda do século 19. A produção da cachaça ali data de 1846. Com alambique, exposição de fotos, filmes, documentos, máquinas antigas, fornos, moendas (o triturador da cana, com tração animal) e um tonel apresentado como o maior do mundo. O acervo é da família Telles. Se beber, cuidado para não atropelar os patos com o pedalinho do lago. Rua Senador Virgílio Távora, com acesso pela CE-065, tel: (85) 3341-0407.
www.ypioca.com.brMuseu do Ceará - Primeiro museu do Estado, criado nos anos 30 e instalado no atual endereço, um palacete neoclássico, desde 1990. É espaço de pesquisa museológica, exposições permanentes e temporárias, cursos e oficinas. Guarda milhares de peças, entre coleções indígenas e religiosas, telas de pinturas, moedas, armas, móveis, documentos históricos da abolição local da escravatura, em 1884, e uma vasta coleção de cordéis. Um punhal de Lampião lembra as degolas do cangaço. Duas das salas temáticas são dedicadas a Frei Tito e a Paulo Freire. Rua São Paulo, 51, centro, tel: (85) 3101-2610,
www.secult.ce.gov.br Redes - Ceará é sinônimo de rede. A de dormir, não a de pesca, ainda que esta lembre os jangadeiros do mar de lá. Os quartos de hotéis têm inclusive ganchos para os nativos ou aficionados. Quem pretende deixar Fortaleza com a rede "definitiva" debaixo do braço encontra cores, modelos e tipos de tecido em profusão. Também existem as redes de nylon para se espichar e dormir, mais compactas para guardar, mais caras e definitivamente menos charmosas.
Rendas - Aproveite a visita para um curso rápido, ao ar livre, com brisa, sobre as diferenças entre as rendas de bilro (o bordado sem agulhas) e de labirinto (os desenhos vão surgindo a partir da "desconstrução" do tecido em forma de rede). Estes e outros tipos de artesanato embelezam toalhas de mesa, jogos americanos, guardanapos, aventais, bolsas, almofadas, roupas, redes, tapeçarias.
Em Fortaleza, entre os espaços privilegiados de venda de redes e demais peças dos artistas e artesãos cearenses, estão a
Feira de Artesanato Beira-Mar, na Praia de Meireles, o
Centro de Turismo, com uma centena de lojas (rua Senador Pompeu, 350), o
Mercado Central (rua Maestro Alberto Nepomuceno, 199) e as lojas do
CeArt (Central do Artesanato do Ceará,
www.ceart.ce.gov.br). Dois importantes
centros de rendeiras se localizam na Prainha, em Aquiraz, e na praia do Iguape, em Iguape.
Catedral Metropolitana - A atual edificação data de 1939, mas a história da primeira igreja matriz erguida pelos colonizadores portugueses é mais antiga, do século 18. O projeto do arquiteto francês Georges Mounier mescla os estilos eclético e neogótico. Praça da Sé, s/nº, Centro, tel: (85) 3231-4196.
Casa José de Alencar - Descendente de comerciantes portugueses, o autor de romances de temática indígena como "O Guarani", "Iracema" e "Ubirajara" nasceu aqui, numa casa simples de porta e duas janelas, em 1º de maio de 1829. No sítio de árvores frondosas, administrado pela UFC (Universidade Federal do Ceará), convivem as ruínas de um antigo engenho e uma biblioteca. José de Alencar também foi deputado pelo Ceará e ministro da Justiça. Morreu em 1877, no Rio de Janeiro. Av. Washington Soares, 6.055, em Messejana, tel: (85) 3229-1898.
Farol do Mucuripe - Erguido pelos escravos em meados do século 19, abriga atualmente o Museu de Fortaleza, cujo acervo se compõe de documentos, fotos, ilustrações, objetos e relatos de viajantes sobre a história da capital. Como farol, foi desativado nos anos 50. Av. Vicente de Castro, s/nº, Mucuripe.
Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção - No mesmo local, no século 17, o forte tinha o nome de Schoonenborch, por conta dos períodos de invasão holandesa. A estrutura arquitetônica cuja história dá nome à capital pertence à 10ª Região Militar, que agenda as visitas. Avenida Alberto Craveiro, s/nº, Centro, tel: (85) 3255-1600.
Theatro José de Alencar - Um dos cartões-postais da cidade, foi inaugurado em 1910. No projeto original, a refrigeração da platéia se dava ao natural, com as estruturas metálicas escocesas, trazidas de Glasgow, integrando os assentos do teatro aos jardins, sem paredes. A fachada tem multicoloridos vitrais art-noveau, e o paisagismo, dos anos 70, é de Burle Marx. Tombado como patrimônio histórico, foi restaurado nos anos 90. Tem programação regular de espetáculos e visitas guiadas. Um prédio anexo abriga um centro cultural com atividades de dança, teatro e música. Praça José de Alencar, s/nº, Centro, tel: (85) 3101-2583.
Beach Park - Em Aquiraz, a 16 km de Fortaleza. Em lá chegando, a primeira reação de turistas desavisados costuma ser o susto com o preço do ingresso. Mas passa. Trata-se de um dos maiores parques aquáticos da América do Sul e o prazer de passar o dia (das 11h às 17h) com azul por todos os lados, se divertindo em águas frias e quentes, com e sem bóia, com ou sem adrenalina, compensa a viagem. Entre as atrações radicais está o Kalafrio, uma descida vertical desde 11m de altura, com ângulo de quase 90º. Com bóia. Famílias com crianças se esbaldam em tobogãs, escorregadores e nas ondas do Maremoto. Os pequenos têm dezenas de brinquedos à disposição em complexos como Aquashow, Arca de Noé e Ilha do Tesouro. Para relaxar de vez dos calafrios das descidas, tem sauna e piscina térmica coberta. Tel: (85) 4012-3000.
www.beachpark.com.brPraça do Ferreira - No Centro, longe da orla, este símbolo da cidade homenageia um boticário no nome, António Rodrigues Ferreira. É circundada por prédios públicos, vizinha da Academia Cearense de Letras e da Igreja do Rosário. A companhia mais nobre da praça é do
Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, sucessor do Cine São Luís, que manteve os lustres de cristal tcheco e os mármores de Carrara. A programação de cinema tem ingressos a preços acessíveis. Rua Major Facundo, 500, Praça do Ferreira, tel: (85) 3253-3332.
Praça José de Alencar - Não há como ignorá-la, já que o imponente Theatro José de Alencar fica neste endereço. Durante o dia, são improvisados shows de capoeira e de repentistas nos jardins. Nas redondezas estão a sede do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Igreja do Patrocínio.
Canoa Quebrada - Em Aracati, a 161 km de Fortaleza, no litoral leste (ou Costa do Sol Nascente). O lugar é famoso pelas falésias de cores vivas e pela ancestral presença de hippies. São várias praias: Majorlândia tem ondas fortes e a tradição do artesanato com garrafas de areia colorida, Ponta Grossa é indicada para mergulhadores, Lagoa do Mato é mais deserta, com águas cristalinas e bancos de corais. A rua principal se chama Broadway, tem casas noturnas animadas e, na vila de pescadores, também podem ser agendados passeios de bugue e de jangada.
Cumbuco - Em Caucaia, 30 km a oeste de Fortaleza. Programa para um dia, a vila atrai turistas com opções de passeios de bugue nas dunas e de jangada em mar aberto. O ecossistema é diversificado: agrega praias distintas, com dunas e faixas de areia de diferentes tamanhos. Nas lagoas, dá para praticar esportes como windsurfe, kitesurfe e jet-ski. Como é pólo turístico, a vila tem boa oferta de bares e restaurantes.
Jericoacoara - Em Jijoca de Jericoacoara, a 285 km de Fortaleza. Fica no mesmo Estado, mas, com boa vontade, pode significar um outro ponto do planeta. Um vilarejo que interrompe o que está fazendo para apreciar o sol se pondo no mar nos 365 dias do ano não parece pertencer a este mundo apressado de tele-entregas. E as famílias de moradores com bisnetos provam que a vida ainda se perpetua mesmo em lugares onde a luz elétrica é consumo recente. Quem volta de Jeri traz muitas fotos, claro, mas também nomes e endereços das amizades feitas em poucos dias, dada a intimidade das coisas num lugar sem ruas calçadas. Leia mais sobre o destino no
Guia de Jericoacoara.
Centro Dragão do Mar - Não deixe de conhecer. "Dragão do Mar" foi um homem corajoso, o jangadeiro Francisco José do Nascimento, que deflagrou uma greve contra o mercado de escravos no Ceará. Abriu a boca e lançou fogo. Isso em 1881. Em seus múltiplos espaços (auditório, teatro, anfiteatro), o centro cultural de 30 mil m² mantém uma programação cotidiana de shows de música popular e erudita, teatro e dança, com artistas locais, nacionais e estrangeiros. As salas de cinema são outra opção de lazer no ar refrigerado, depois de tanto sol na testa. A agenda atualizada pode ser conferida no site
www.dragaodomar.org.br.
Forró - Uma casa bastante tradicional na Praia de Iracema é o
Bar do Pirata, para dançar às segundas-feiras ao som de bandas locais (rua dos Tabajaras, 325,
www.pirata.com.br). No
Pai D'Égua, a companhia para os shows costuma ser de módicas 2.500 pessoas (rua Godofredo Maciel, s/nº, Lagoa de Maraponga). Continuando com a nomenclatura animal, o
Parque do Vaqueiro (BR-020, km 8) e o
Clube do Vaqueiro (BR-116, s/nº, Eusébio,
www.clubedovaqueiro.com.br) também são referência no ritmo: o primeiro tem três palcos para as bandas, o segundo abre aos sábados o ano todo e promove festas temáticas. Em Aquiraz, região dos resorts e do Beach Park, todos os caminhos levam ao
Forró no Sítio, em que quatro bandas colocam cerca de 8.000 moradores e turistas para arrastar pé agarradinho (rua do Mosquito, s/nº,
www.forronositio.com.br).
A revista Veja Fortaleza - O Melhor da Cidade seleciona 15 casas para dançar ritmos variados como pagode, axé, reggae, rock, tecno, samba, surf music, e elege o Mucuripe Club (
www.mucuripe.com.br) como o melhor lugar da cidade no ramo. Confira a descrição dos bares e danceterias de Fortaleza em
veja.abril.uol.com.br/melhor_da_cidade/fortaleza/index.shtml.
Janeiro Forró - Em janeiro, no Parque do Vaqueiro, em Caucaia. Em 2008, a programação se concentra nos dias 5, 12 e 19 do mês, aos sábados, com as bandas Saia Rodada, Calcinha Preta, Limão com Mel, Mastruz com Leite, Forró Moral, Forró Sacode, entre outras. O parque tem grandes instalações e chega a reunir cerca de 30 mil pessoas em suas festas; tel: (85) 3295-1238.
Festival de Cinema - Em junho. Em 2007, O CineCeará realizou a sua 17ª edição. A mostra competitiva abriu espaço para produções estrangeiras e mudou de nome: agora é Festival Ibero-Americano de Cinema. Os principais eventos e sessões acontecem nas salas do Centro Cultural Sesc Luís Severiano Ribeiro, na Praça do Ferreira.
www.cineceara.com.brFortal - Em julho. O Carnaval fora de época existe desde 1991. Começou instalado na avenida Beira-Mar, no trajeto entre Mucuripe e Iracema. Cresceu e ganhou espaço próprio, a Cidade Fortal, uma cidade cenográfica com camarotes, arquibancadas, bares, telões e estacionamento. Tem forró, claro, mas quem puxa a folia são as estrelas do axé da Bahia, como Ásia de Águia, Chiclete com Banana, Ivete Sangalo e trupe.
Romarias de Padre Cícero - Em Juazeiro do Norte. A cidade do sertão cearense fundada pelo padre Cícero Romão Batista (1844-1934) virou meca de festas religiosas, que reúnem milhares de fiéis As principais romarias se realizam em 20 de julho (data da morte de 'padim Ciço'), 15 de setembro, 30 de outubro e 30 de janeiro, com duração de um a quatro dias.