Viajar pelo Butão é como circular pelas pequenas e remotas cidades do interior do Brasil. Apenas uma companhia de ônibus leva os butaneses de uma cidade para a outra. Para usar esse sistema de transporte, é preciso ficar no meio da estrada, esperando. 
 
Não há trem, metrô ou qualquer outro tipo de transporte ferroviário no país. A melhor - e quase única - opção para o turista é circular de carro alugado ou de táxi. Vale lembrar que também não há grandes frotas de veículos no país.
 
Como só se entra no Butão com hotel, comida, guia e transporte pagos, turistas não têm problemas para circular no país. Mesmo quem viaja desacompanhado tem um guia e um motorista à disposição. É possível mudar o trajeto e incluir visitas no roteiro. Para isso, basta solicitar ao guia. Turistas que viajam em grupo têm de se submeter ao roteiro previamente definido pela operadora de viagem.
 
De qualquer modo, pegar um táxi no Butão custa pouco para os padrões de turismo internacional. Nos maiores centros urbanos, como Paro e Thimphu, pegam-se táxis na rua com muita facilidade e é só combinar o preço da corrida com o motorista. Nas cidades menores, a zona urbana é tão pequena que andar é a melhor forma de locomoção.
 
Não é possível fazer viagens independentes ao Butão. Sem infra-estrutura adequada, o país controla o turismo com mão de ferro e só libera visto para quem já tem alimentação, hotel, guia e transporte pagos previamente. Todo o trâmite de documentos é feito via agência ou operadora de viagem.
    
Em Paro, o guia turístico contratado pela operadora estará esperando o turista no aeroporto. Funciona assim para todos os passageiros estrangeiros. De qualquer modo, na eventualidade de o guia se atrasar, é fácil encontrar táxis no aeroporto, que fica a seis quilômetros do centro de Paro e a 54 km de Thimphu. 
 

Como chegar

De avião
Não há voos diretos do Brasil para o Butão. Para chegar a Paro - única cidade que tem aeroporto no país -, é preciso fazer conexão em Bancoc (Tailândia) ou em Nova Déli (Índia). A Drukair - companhia aérea que leva até o Butão - também mantém voos regulares que saem de Kathmandu (Nepal), Dhaka (Bangladesh), Gaya e Calcutá (Índia).
    
Por questões de segurança, a Drukair só faz voos diurnos. A chegada a Paro (vale que fica 2.250 metros acima do nível do mar) dá direito a uma bela vista para a cordilheira do Himalaia. Vale a pena fazer o check-in pelo menos duas horas antes do voo e pedir um assento junto à janela do avião.
 
Paro International Airport
Nemeyzampa, Paro, Bhutan
Tel: 975 (8) 271856 / 271423
 
De carro 
Apenas uma rodovia liga o Butão ao mundo - a que vai de Thimphu até Phuntsholing, no distrito de Chukha, a sudoeste do país, fronteira com a Índia. A rodovia é uma das principais responsáveis pela abertura do Butão ao turismo, em 1974. A viagem de Phuntsholing a Thimphu oferece uma belíssima vista para montanhas e vales e tem aproximadamente 171 km. A estrada é sinuosa e a velocidade máxima permitida é de 50 km por hora. A jornada dura cerca de seis horas.
    
Os 20 distritos do Butão são acessíveis por terra, mas apenas uma companhia leva os butaneses de uma cidade até a outra. Os ônibus são simples, pouco confortáveis e a estrada é sinuosa e sem acostamento. Os horários dos ônibus podem ser obtidos nos hotéis e no aeroporto de Paro. A melhor opção para turistas é solicitar o trajeto de carro à operadora de turismo.
 

Qual a melhor época para ir?

A melhor época para visitar o país é de outubro a maio, por causa dos festivais de máscaras e dança (outubro) e das comemorações pelo Dia Nacional (17 de dezembro). Quem tem o propósito de fazer "trekking" pelo Himalaia deve evitar os meses de novembro a fevereiro, quando muitas trilhas são bloqueadas pela neve.
 
Agosto e setembro são tradicionalmente chuvosos e também pouco recomendados para "trekking". Nesta época, a visibilidade cai e muitos voos são cancelados. A temperatura média anual no Butão varia de 10 a 30 graus centígrados, mas a variedade de microclimas é grande. Thimphu e Punakha, por exemplo, são mais quentes que Paro e Bumthang, que têm mínimas que beiram os cinco graus negativos em janeiro.
 

Informações extras

Sites e endereços importantes
Site do país - www.bhutan.gov.bt
Site de turismo do país - www.tourism.gov.bt
 
Embaixada do Brasil - Não há representação consular do Brasil no Butão. As embaixadas mais próximas ficam em Nova Déli, na Índia, e em Bancoc, na Tailândia.
 
Embaixada Brasileira em Nova Déli
Aurangzeb Road, 8, New Delhi, 110011 - Índia
Tel: 91 (11) 2301-7301 
 
Embaixada Brasileira em Bancoc
Lumpini Tower, 34° andar, 1168/101 
Rama IV Road - Thungmahamek, Sathorn - Bangcoc 10120 - Tailândia
Tel: 66 (2) 679-8567 / 8568
E-mail: consular@brazilembassy.or.th
 
O setor consular da embaixada brasileira em Bancoc está aberto ao público de segunda a quinta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 16h30. Sexta-feira, das 9h30 às 13h. Em casos de emergência, a embaixada atende nos fins de semana, feriados e dias úteis, pelo celular 66 (81) 906-4238. Quem liga de Bancoc deve discar 0 (81) 906-4238.
 
Idioma - Dzongkha (oficial) e inglês. Veja como é a grafia em Dzongkha no site www.library.gov.bt/IT/fonts.html.
 
Fuso horário - Nove horas a mais do que o horário de Brasília. Quando o Brasil entra no horário de verão, a diferença cai para oito horas.
 
DDI - 975
 
Códigos de acesso das principais cidades:
Thimphu e Punakha - 2
Paro - 8
 
Telefone úteis:
Ambulância - 112
Polícia - 113
Incêndio - 110
 
Informações turísticas - Não é fácil achar informação turística gratuita no Butão. Com sorte, o turista pode encontrar mapas no aeroporto, nas recepções dos hotéis e no Tourism Council of Bhutan (órgão oficial de turismo), em Thimphu (tel: 975 (2) 323251). Livrarias de Thimphu e Paro vendem mapas e revistas de turismo escritas em inglês. Em todo o Butão, há apenas dois balcões de atendimento ao turista - um em Phuntsholing, na fronteira com a Índia, e um no aeroporto de Paro.
 
Phuntsholing Tourist Information Office
Tel : (975) 525-1393
 
Moeda - Ngultrum é a moeda oficial do Butão. É possível comprá-la no aeroporto de Paro - único do país -, mas não é preciso muito. Alimentação, hospedagem, transporte e serviço de guia são compulsoriamente pagos pelo turista, por meio de operadora, antes da entrada no país. Deve-se comprar Ngultrum para cobrir despesas com bebidas alcoólicas, cafés, lanches, gorjetas, táxis, jantares extras e suvenires. Não se pode contar com cartões de crédito no Butão.
 
Gorjetas - Não há gorjeta compulsória no Butão. Turistas costumam dar o equivalente a US$ 2 para carregadores de malas e pelo menos US$ 15 para o guia turístico.
 
Visto - O Butão exige visto de estrangeiros de todos os países do mundo. O visto de turista deve ser solicitado com pelo menos um mês de antecedência, via operadora de viagem do Brasil ou do Butão. Os agentes enviam o pedido ao governo do país e pagam uma taxa diária de cerca de US$ 250 por pessoa. A taxa serve para cobrir custos com documentação (visto), acomodação, transporte, alimentação (pensão completa) e guias durante o tempo de permanência do estrangeiro no país. Há cobranças adicionais para turistas que pedem hotéis e jantares de luxo.
    
Imigração - O visto é colocado no passaporte na chegada a Paro, com data de expiração que coincide com a partida do turista do país. Os oficiais de imigração gastam pelo menos 15 minutos avaliando a documentação de cada passageiro. Depois, a segurança revista a bagagem em busca de mercadorias ilegais, como sementes, drogas e armas. Cada passageiro só pode entrar no país com dois litros de bebida alcoólica e até 200 cigarros. Quantidades acima da permitida estão sujeitas a pagamento de imposto para o governo do Butão. Na saída do país, a segurança faz nova revista, em busca de antiguidades adquiridas ilegalmente. 
 
Precisa de alguma vacina?
Febre amarela.
 
Tomadas/energia elétrica - 110V e 220V. Há três tipos de tomadas usadas no Butão: de dois pinos redondos, de três pinos redondos e de três dentes.
 
O que não pode faltar na minha bagagem?
Leve seus remédios e outros itens de farmácia. Também é aconselhável ter roupas de frio e impermeáveis, venta muito na região. 

Dicas de quem já foi

Atrações



Shopping UOL

UOL Cursos Online

Todos os cursos