Elaine Kawabe/UOL
O Parque Santos Dumont, em São José dos Campos (à esquerda) e cachoeira em São Francisco Xavier (à direita) Elaine Kawabe/UOL

Pólo da tecnologia aeroespacial, destino também abriga cachoeiras e trilhas

São José dos Campos (SP) é a principal cidade do Vale do Paraíba e o maior pólo de tecnologia aeroespacial do país. Aqui estão o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), a Embraer, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), entre outras empresas automobilísticas e de eletroeletrônicos. No meio desse cenário tecnológico, todavia, há espaço para contemplar a natureza, com muito conforto.

Área verde é o que não falta. Metade de São José é composta de áreas de preservação ambiental. A maioria delas está concentrada nos distritos de Eugênio de Melo e São Francisco Xavier, partes integrantes do município.

O principal cartão-postal joseense é o banhado, uma grande depressão que se estende até o rio Paraíba do Sul. Antigamente, no período das chuvas, o rio, ao transbordar, deixava toda a área alagada, isto é, banhada por suas águas. Daí vem o nome banhado. Por estar bem próximo do centro da cidade, o local é ponto de encontro de muitos casais, que no final da tarde sentam nos bancos para apreciar o lindo pôr-do-sol. No inverno, a paisagem ganha um visual especial. De manhã, a neblina preenche todo o interior do banhado, que, de longe, lembra um imenso lago congelado.

A cidade está a 91 km de distância de São Paulo, a 85 km do sul de Minas Gerais e a um pouco mais de 300 km do Rio de Janeiro (via Dutra). Em virtude de sua posição estratégica, São José dos Campos foi escolhida pelo marechal-do-ar Casimiro Montenegro Filho como sede do ITA - que em 2010 completa 60 anos de existência -, uma das universidades de engenharia mais concorridas e respeitadas do Brasil.

Porém bem antes da chegada das indústrias e da via Dutra, a "Cidade da Aviação" já era famosa, no início do século 20, por ser uma estância "climatérica" e hidromineral. Muitas pessoas de diversas regiões dirigiam-se a São José dos Campos para curar-se da tuberculose pulmonar, então chamada de "peste branca". O sanatório Vicentina Aranha, que chegou a ser o maior do país, cuidou de pacientes até a década de 60. Em 2007, o local foi tombado como patrimônio histórico, e seus arredores transformaram-se num parque com pista para corridas e caminhadas, repleto de árvores frutíferas e pássaros. Cerca de 500 metros adiante, na mesma rua do Vicentina Aranha, localiza-se outra área de lazer, o parque Santos Dumont, inspirado na aviação brasileira.

Hotéis, pousadas e shoppings também movimentam o município, que nem de longe se parece com uma típica cidade rural. Não é à toa que a "Capital do Vale" ocupa a terceira colocação no ranking das 15 maiores cidades do interior do Brasil, ficando atrás apenas de Campinas (SP) e Uberlândia (MG). Todo esse desenvolvimento se reflete nas opções gastronômicas locais. Árabe, italiano, português, mexicano, mineiro etc. Grande variedade de restaurantes, bares e cafeterias fazem de São José dos Campos um excelente destino para quem busca tranquilidade sem abrir mão das facilidades e confortos das grandes metrópoles.

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