Juca Varella/Folhapress
A cidade tem Mata Atlântica preservada, estação ecológica com cachoeiras e rios de águas claras Juca Varella/Folhapress

Peruíbe é rica em belezas naturais que vão além das praias

Peruíbe é, sem exageros, uma espécie de Brotas com praias. A região tem mais de 300 km² de extensão e é dona de um 'quintal' de cair o queixo. Trata-se da Estação Ecológica da Juréia, uma área preservada de mais de 23 mil hectares que inclui atrações de tirar o fôlego, literalmente.

Variedade de praias não falta, mas quem chega a essa cidade, a pouco mais de uma hora da capital paulista, começa a descobrir possibilidades tão variadas quanto à biodiversidade encontrada na região: Mata Atlântica preservada, estação ecológica com cachoeiras, rios de águas claras para navegação e animais silvestres são algumas das redescobertas em um trecho do litoral de São Paulo que aprendeu que o potencial turístico de um destino como esse pode ir além do calçadão à beira-mar.

Se depender dos títulos naturais que a cidade já recebeu, o recém-chegado turista nem vai perceber que colocou os pés em terras litorâneas. A cidade é cortada pela Serra do Itatins, considerada uma das mais belas estradas do Estado (e só se compreende o título quando se caminha pelas curvas fechadas que cortam a Mata Atlântica); faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação Juréia Itatins, cujos principais atrativos são a Estação Ecológica e o Parque Estadual do Itinguçú; possui uma RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) como a da Barra do Una; e ainda tem praias que mal foram descobertas pelo turismo.

Na prática, isso quer dizer que a cidade conta com um cardápio variado de opções radicais como trilhas pela Serra do Itatins, banhos em cachoeiras escondidas, remadas em canoas canadenses pelo rio Guaraú, e arvorismo com tirolesa na Juréia. E para garantir que os aventureiros dêem conta de tantas atividades, a cidade da eterna juventude, como é conhecida Peruíbe, tratou até de 'inventar' uma lama com propriedades medicinais: a Lama Negra.

O Rio Preto que segue o seu caminho até o mar esconde uma das químicas de sucesso de Peruíbe: uma jazida de argila crenológica de origem vulcânica e rica em enxofre. O encontro dessas águas doces e salgadas, aliado aos elementos provenientes de processos geológicos e biológicos, resultou em um produto natural utilizado para tratamentos de pele e nos casos de doenças reumáticas crônicas.

Uma sessão breve de 30 minutos com a lama negra sobre o rosto já é suficiente para o visitante renovar as energias e começar a trilhar caminhos que levam a lugares escondidos no interior da Estação Ecológica Juréia Itatins. Por terra, por mar ou a bordo de um ultraleve, compreende-se, logo na primeira curva, porque os índios tupi-guaranis decidiram fincar raízes naquele trecho verde voltado para o mar. 

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