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As praias de Paraty são cercadas pela Mata Atlântica Thinkstock

Com centro histórico preservado, Paraty é viagem ao tempo do Brasil Colônia

Paraty é uma cidade rara do litoral do Rio de Janeiro, um patrimônio histórico nacional que convida os visitantes a viajarem no tempo do Brasil Colônia com meios alternativos de locomoção: a pé e de barco. Iluminada por delicados lampiões, a valiosa arquitetura do Centro Histórico, ainda com o calçamento original, se preserva com a circulação proibida dos carros. A poucos metros dali, no cais do porto, escunas, lanchas e pequenas embarcações pesqueiras ajudam a desbravar a beleza das praias cercadas de Mata Atlântica: a baía de Paraty se desdobra em mais de 60 ilhas.

O turismo ganhou força nos anos 70 do século 20, com a construção da rodovia Rio-Santos. Paraty exibe a moldura da Serra do Mar e da Serra da Bocaina, a meio caminho de duas capitais importantes, distante 256 km do Rio de Janeiro e a cerca de 300 km de São Paulo. Em poucas décadas, as pousadas se multiplicaram na região central e bairros próximos, somando luxos e aconchegos como vista para rio e mar, móveis e objetos restaurados, piscinas em meio a jardins tropicais que as fachadas de cor branca escondem.

Equilibrando-se sobre as grandes pedras do calçamento, dispostas irregularmente para dar vazão à maré que inunda algumas ruas, o visitante vê nos sobrados de engenharia portuguesa as marcas do Ciclo do Ouro, da posterior riqueza da cafeicultura, do antigo lucro com o tráfico de escravos.

Antigamente a população paratiense vivia segregada, com brancos, mulatos e negros frequentando até igrejas separadas, mas a valorização de sua importância histórica trouxe a comunhão de todas as tribos, moradores e estrangeiros. As praias, o Carnaval, o Ano Novo e celebrações locais como a Festa Literária Internacional, o Festival da Pinga e a Festa do Divino divertem mochileiros e ricaços, bichos-grilos e pescadores, brasileiros, latinos e europeus.

Junto dos ateliês de arte e dos carrinhos de doces, um dos símbolos mais queridos de Paraty é a cachaça, a pinga, como eles dizem. A bebida se transforma em mais uma vitrina do passado histórico, dos alambiques e engenhos de cana-de-açúcar renovando os roteiros turísticos. Servida pura ou nas caipirinhas, também é porta de entrada para a diversificada gastronomia da cidade, com seus cardápios do Brasil e do mundo valorizando peixes, frutos do mar e bananas da terra.

Com tantas atrações, os dias de férias podem ser longos em Paraty. Logo cedo, todos os caminhos levam ao cais do porto, às praias e a paraísos próximos, como a vila de Trindade. As noites são de música, teatro de bonecos, artes plásticas, compras, saraus de literatura. Ou mais caipirinha. Mas desacelere: as ruas sem trânsito, decoradas com mesas e cadeiras ao ar livre que dizem “sente-se, fique” lembram cidadezinhas do interior, onde tudo o que importa está acontecendo ali perto, entre a igreja, a Praça da Matriz e o mercadinho da esquina.

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