Eduardo Vessoni/UOL
O conjunto arquitetônico de Itu, a pouco mais de 100 km de São Paulo, preserva casarões da segunda metade do século 19, como os encontrados na Praça Padre Miguel, no centro da cidade Eduardo Vessoni/UOL

Exageradamente histórica, Itu é destino da Rota dos Bandeirantes, no interior paulista

Quatrocentona e tradicional, a cidade de Itu guarda o mesmo vigor da época em que as primeiras discussões republicanas começavam a abalar as estruturas da desgastada Monarquia brasileira. Ruas estreitas de paralelepípedos, casarões coloniais feitos de taipa, belas igrejas barrocas e fazendas, nostalgicamente, históricas fazem do "Berço da República", como o destino é conhecido, um dos mais agradáveis do interior de São Paulo.

Considerada a "Ouro Preto paulista", devido à variedade de templos religiosos, essa cidade, localizada na região do Médio Tietê, começou a escrever a sua história, em 1610.

Era apenas um povoado minúsculo, construído ao redor de uma capela. Logo se tornou vila, mas foram necessários quase dois séculos para que aquele rincão pacato de fazendas e artesãos se tornasse uma cidade de fato, em 1842. Dali para frente, ninguém mais conseguiu segurá-la.

Ganhou o título de cidade mais rica de São Paulo, abrigou barões do café que buscavam alternativas à crise do mercado internacional do açúcar e foi palco das primeiras discussões que dariam novo rumo político ao Brasil, a Proclamação da República.

Histórias não faltam ao visitante que chega a essa região que faz parte da Rota dos Bandeirantes, um circuito histórico-turístico de 180 quilômetros que inclui outras cidades que serviram de passagem para os homens que descobriram o interior do Brasil, como as pacatas Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

No entanto, a fama de Itu vem dos "causos" exagerados sobre supostos objetos imensos encontrados na cidade natal de Simplício, personagem criado pelo comediante ituano Francisco Flaviano de Almeida para um quadro do programa "Praça da Alegria", da extinta TV Tupi.

A praça Padre Miguel, no centro histórico, abriga os objetos mais conhecidos dessa cidade "onde tudo é grande". Um semáforo gigante, um orelhão maior ainda, com sete metros de altura, suvenires de proporções exageradas e até um "pequeno" mascote de 2,15m, que atende pelo nome de "Garotinho de Itu".

Mais adiante, tão pertinho como um "tirinho de espingarda", outra cidade começa a despontar como destino turístico da região: Salto. São tão próximas que a vizinha também pegou gosto em contar histórias e abrigar atrativos de dimensões exageradas.

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