Nádia Moragas/UOL
A chegada em Mar Grande, em Ilha de Itaparica, com o Templo da Sociedade Brasileira de Eubiose em destaque, ao fundo Nádia Moragas/UOL

Piscinas naturais dão toque especial a tranquila Ilha de Itaparica

As praias banhadas pelo mar azul, calmo e de águas mornas da Ilha de Itaparica, a maior ilha da Baía de Todos os Santos, na Bahia, são destino certo para quem procura tranquilidade em meio à natureza exuberante para longos dias de descanso. 
     
Com mais de 40 quilômetros de praias, a Ilha de Itaparica é dividida em dois municípios: Itaparica e Vera Cruz, cujo centro comercial é mais conhecido como Mar Grande. Cercada por uma extensa barreira de recifes, a ilha - cujo nome deriva do tupi, “Itaparica” significa “cerca de pedras” - tem águas brandas e piscinas naturais formadas em grande parte das praias, principalmente na maré seca.
     
Em sua extensão é possível encontrar ainda enseadas praticamente desertas, dentre elas destaca-se Berlinque na extremidade de Vera Cruz. Para quem gosta de um pouco mais de agitação e infraestrutura, é indicado ficar pelas  praias de Ponta de Areia e Itaparica (em Itaparica). Ali há quiosques “pé na areia” que servem delícias da gastronomia local como o tradicional acarajé e porções de peixe como filé de agulinha e pititinga. Também há bebidas a base de frutas regionais abundantes como manga, umbu e cajá. 
     
História     
Voltar à história da Ilha de Itaparica é retornar aos primórdios da nossa civilização. O descobrimento do Brasil se deu em terras baianas, onde hoje é Porto Seguro. Um ano mais tarde, a 720 km de distância do ponto do descobrimento, Américo Vespúcio avistou a Ilha de Itaparica, na época residida pelos índios Tupinambás. Passados dez anos, em 1510, o navegador português Diogo Álvaro Correia, que ficou conhecido como “Caramuru”, registrou sua passagem por aqui. Ao se casar com a princesa tupinambá “Paraguaçu” ele formou a primeira família genuinamente brasileira.
     
Os jesuítas foram responsáveis pela colonização de Itaparica, ocorrida em 1560, e firmaram-se na contra-costa onde hoje localiza-se Baiacu, rústica vila de pescadores. A partir de 1600 os ingleses e holandeses tentaram ocupar a ilha inúmeras vezes e só foram expulsos definitivamente pelos portugueses em 1647. Ainda hoje no município de Itaparica é possível observar monumentos daquela época como o Forte São Lorenço, onde encontra-se a única área de desmagnetização de navios do país, e o Solar do Rei, que hospedou D. João VI, D. Pedro I e D. Pedro II.
     
Até 1833 a Ilha de Itaparica fazia parte de Salvador. Com o crescimento da cidade, aumento do turismo e frente às dificuldades administrativas, a ilha foi dividida e em 1962 surgiu o município de Vera Cruz.

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fev 02

Festa de Iemanjá

Anualmente, no dia 2 de fevereiro, acontece em Amoreiras uma festa religiosa em homenagem a Iemanjá. Um dia antes, há um grupo vestido com roupas tradicionais que sai em procissão até o mar anunciando a festa. Depois, o cortejo segue até a Igreja Matriz de Amoreiras. No dia previsto, a procissão sai do Clube de Itaparica. Sob queima de fogos, um barco leva as oferendas para alto-mar. Até o retorno do barco, cantigas são entoadas para Iemanjá, pelos que ficaram na praia. A cerimônia é encerrada na praça da matriz.



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